WEG vai começar a vender produtos para PMEs da Alemanha após acordos
Hanover - A Weg, fabricante de motores e equipamentos elétricos, começará a vender seus produtos no mercado alemão nesta semana para pequenas e médias empresas (PMEs).
"Fizemos uma parceria com uma empresa que vai tornar o produto e o escopo da Weg disponíveis ao mercado alemão para pequenas e médias empresas", diz Wilmar Henning, diretor da Weg para a Alemanha, em conversa com a EXAME durante a feira Hannover Messe.
"Muitas vezes a gente vê sempre gigawatts, grandes projetos, mas a Weg tem a humildade de estar atenta às situações, muitas vezes ligadas a pequenas e médias empresas, que hoje vem na dificuldade da legislação, em achar com soluções confiáveis, em ter um parceiro que que tem a identidade e a que apresente uma linha dentro dos princípios e sustentabilidade", disse.
Henning diz que o avanço deste negócio vem na esteira dos acordos entre os dois países, como o entre União Europeia e Mercosul, assim como da participação da Weg na feira. A empresa tem uma unidade na Alemanha há 30 anos.
O diretor diz que, também durante o evento, houve a assinatura de um acordo de cooperação tecnológica em máquinas de altíssima velocidade, usadas em áreas diversas, como exploração marinha, petróleo e gás e indústria alimentícia.
"Nós temos muitas aplicações em que a velocidade ou a alta velocidade do equipamento está limitada pela resistência dos materiais. A partir do instante que temos novas alternativas de tecnologia a atender novos mercados, já estamos com reuniões marcadas. O acordo foi assinado aqui no mesmo dia nesta mesa, e nesta mesa aqui, já tinha um cliente", conta Henning, no estande da Weg na feira.
Na segunda-feira, 20, o presidente Lula visitou o estande da Weg, logo após a inauguração do pavilhão do Brasil no evento. O país é parceiro do evento neste ano e, em meio à visita de Estado, foram assinados diversos acordos e memorandos entre as duas nações.
Acordo UE-Mercosul
Henning avalia, ainda, que o acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul, que entra em vigor em 1º de maio, vai aumentar as possibilidades de negócios para a indústria brasileira.
"Já tem uma meta, de duplicar a nossa balança comercial. A indústria brasileira terá acesso a um mercado muito maior, e a indústria europeia terá acesso ao mercado brasileiro. Todo mundo vê como uma vantagem recíproca", diz.
Nós não enxergamos ninguém que vai dizer: "Ah, a partir de agora eu tenho uma ameaça. O Brasil tá preparado porque a indústria brasileira tem a tecnologia e a capacidade, não só de recursos naturais, mas também de investimento para atender muito mais do que hoje. Isso abre uma porta para o sucesso, tanto para um quanto para o outro mercado, independentemente do produto", afirma.
O repórter viajou a convite da Câmara de Comércio Brasil-Alemanha em São Paulo.
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