Wesley foi cortado, mas a vaga ficou com um volante; entenda a decisão de Ancelotti

Por Gabriella Brizotti 9 de Junho de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
Wesley foi cortado, mas a vaga ficou com um volante; entenda a decisão de Ancelotti

A convocação de Éderson para a Copa do Mundo surpreendeu parte dos torcedores. Afinal, a lesão de Wesley abriu uma vaga na lateral direita da Seleção Brasileira, mas Carlo Ancelotti optou por reforçar outro setor do elenco.

O lateral foi cortado após sofrer uma lesão muscular na coxa esquerda durante o amistoso contra o Egito. Com isso, a comissão técnica precisou definir um substituto a poucos dias da estreia do Brasil no Mundial.

Embora houvesse laterais disponíveis na pré-lista enviada à Fifa, como Paulo Henrique, do Vasco, e Vitinho, do Botafogo, a escolha recaiu sobre o volante Éderson, atualmente na Atalanta.

Por que Éderson foi escolhido?

A decisão foi tomada após reuniões entre Ancelotti e seus auxiliares. Na avaliação da comissão técnica, o meio-campista oferece características que podem ser úteis em diferentes momentos da competição.

Além da intensidade física, uma das principais qualidades apontadas internamente é a versatilidade. Ao longo da carreira, Éderson atuou como primeiro volante, segundo volante e até por setores mais abertos do campo, algo que amplia as alternativas táticas para o treinador italiano.

Outro fator considerado foi a necessidade de fortalecer o meio-campo para uma competição longa e desgastante. A expectativa é de jogos disputados em condições climáticas exigentes nos Estados Unidos, o que aumenta a importância de ter opções para rodar o elenco.

Nos bastidores, o entendimento era de que o grupo precisava mais de uma alternativa para o setor central do que de mais um lateral-direito.

Concorrência pela vaga

Éderson não era o único nome analisado para ocupar o espaço deixado por Wesley.

Andrey Santos e Gabriel Sara também estavam entre os candidatos. O volante do Chelsea, inclusive, vinha aparecendo com frequência nas convocações recentes e chegou a ser considerado um dos favoritos para integrar a lista final.

No entanto, a queda de rendimento na reta final da temporada europeia acabou pesando contra o jogador. Já Gabriel Sara perdeu força na disputa diante da preferência da comissão por atletas com maior capacidade de atuar em diferentes funções. Nesse cenário, Éderson acabou levando vantagem.

E a lateral direita?

Mesmo sem convocar um substituto da mesma posição, Ancelotti acredita que o elenco possui soluções suficientes para a lateral direita.

Atualmente, Danilo e Ibañez aparecem como as principais opções. Apesar de ambos terem características mais defensivas e atuarem frequentemente como zagueiros em seus clubes, a comissão técnica considera que a dupla consegue cumprir a função quando necessário.

Além deles, outros jogadores do elenco já desempenharam o papel em momentos da carreira e podem ser utilizados em situações emergenciais.

Paulo Henrique e Vitinho chegaram a ser avaliados, mas perderam espaço nos últimos meses após deixarem a condição de titulares absolutos em Vasco e Botafogo, respectivamente.

Outro nome bem visto internamente era Vanderson, do Monaco. Entretanto, uma lesão sofrida meses antes da convocação impediu que ele sequer aparecesse entre os pré-convocados.

Situação já aconteceu em outras Copas

Trocas de última hora antes de uma Copa do Mundo não são novidade na história da Seleção Brasileira.

Em 1998, por exemplo, Romário acabou ficando fora da competição e foi substituído pelo volante Emerson. Quatro anos depois, o próprio Emerson foi cortado por lesão e deu lugar ao meia Ricardinho.

A última alteração tão próxima de um Mundial havia acontecido em 2006, quando Edmílson deixou a lista e abriu espaço para Mineiro.

Agora, quase duas décadas depois, o Brasil volta a lidar com uma mudança às vésperas da estreia, apostando na versatilidade de Éderson para reforçar o elenco de Ancelotti.

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