Wiv mira R$ 20 milhões em um ano ao vender IA para conversas de empresas
A Wiv, startup brasileira de inteligência conversacional aplicada a resultados de negócio, vem ganhando escala no mercado de otimização de operações conversacionais. Segundo a empresa, a receita saltou de R$ 1,8 milhão em 2023 para R$ 6 milhões em 2025 — alta de cerca de 230% no período —, com projeção de atingir R$ 20 milhões até 2027.
Fundada em março de 2021, a companhia foi criada por Rafael Pacheco (CEO), Vinicius Martins (CMO), Gabriel Santos (CTO) e Victor Carvalho (CRO), a maioria ex-integrantes da Blip e nomes ligados à evolução da inteligência conversacional no país. Hoje, mais de 750 empresas de diferentes setores usam soluções da Wiv, entre elas Unimed, Pluxee (antiga Sodexo), Mosaic, Bluefit, Minu, Essentia e SulAmérica.
“Nosso foco sempre foi sair da lógica de volume de interações e avançar para impacto real no negócio. Nossa missão é transformar dados em inteligência acionável para decisões nas empresas. Conversas geram dados extremamente ricos — e ainda pouco explorados”, afirma Rafael Pacheco, CEO e cofundador.
Como a Wiv atua
Com um modelo que combina estratégia, tecnologia e análise de dados, a empresa trabalha em duas frentes: o desenvolvimento de operações conversacionais por meio de sua metodologia proprietária, a C-Ops (Conversational Ops), e o uso de inteligência artificial para analisar dados de conversas em larga escala.
No último ano, a Wiv ampliou as capacidades do Waizer, sua plataforma de analytics que usa IA para interpretar grandes volumes de dados de conversas entre marcas e consumidores em aplicativos como WhatsApp, Messenger e Instagram.
O que os dados revelam sobre os chatbots brasileiros
Com base em uma análise de 2,3 milhões de conversas entre empresas e clientes, a plataforma da Wiv aponta que o score de performance dos chatbots brasileiros está hoje em 69 pontos, de um máximo de 100. “O score avalia a compreensão da intenção do usuário, a objetividade das respostas, o alinhamento do conteúdo, o tom profissional, a qualidade do atendimento humano (quando houver), oportunidades de conversão e outros aspectos”, explica Pacheco.
Saúde, educação, energia, imobiliário, seguros e varejo são os setores que mais usam a plataforma para avaliar suas operações, e o volume médio é de 145,4 mensagens por conversa. Entre os temas mais recorrentes estão questões financeiras e pagamentos, locação de imóveis, contratação e simulação de crédito e compra de ingressos — sinal do uso crescente dos canais conversacionais para jornadas completas de consumo.
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