Zelensky confirma cessar-fogo temporário com a Rússia até segunda-feira

Por EFE 10 de Maio de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
Zelensky confirma cessar-fogo temporário com a Rússia até segunda-feira

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, confirmou nesta sexta-feira, 8, que, com mediação dos Estados Unidos, foi pactuado um cessar-fogo com a Rússia válido a partir de sábado até segunda-feira, 11, e uma troca de 1.000 prisioneiros de cada país vizinho.

"A Ucrânia trabalha de forma consistente para trazer sua gente para casa do cativeiro russo. Dei instruções à nossa equipe para preparar rapidamente tudo o que for necessário para a troca", afirmou Zelensky em redes sociais.

O presidente ucraniano agradeceu ao presidente dos EUA, Donald Trump, por seus esforços diplomáticos e ressaltou que espera de Washington que garanta que Moscou cumpra o que foi acordado.

Além disso, ele lembrou que o "princípio de simetria" que impera nas ações militares da Ucrânia foi comunicado claramente à parte russa.

"Um argumento adicional para a Ucrânia no momento de determinar nossa posição sempre foi a resolução de um dos aspectos humanitários fundamentais desta guerra, a saber, a libertação dos prisioneiros de guerra. A Praça Vermelha é menos importante para nós do que as vidas dos prisioneiros ucranianos", disse Zelensky em alusão ao local do desfile que será organizado em Moscou pelas festividades da vitória soviética sobre a Alemanha nazista.

Trump anunciou nesta sexta-feira que os presidentes de Rússia e Ucrânia concordaram, a pedido dele, com um cessar-fogo entre 9 e 11 de maio que inclui a suspensão de todos os ataques e uma troca de mil prisioneiros de cada país.

O anúncio de Trump foi feito depois que Moscou declarou unilateralmente uma trégua para hoje e amanhã por ocasião do Dia da Vitória.

No entanto, Kiev, que havia se comprometido a silenciar as armas de maneira "simétrica" se o inimigo o fizesse, denunciou nesta sexta-feira que durante o primeiro dia do suposto cessar-fogo as tropas russas já lançaram 52 ataques contra posições ucranianas.

Comentários

Deixe seu comentário abaixo: