Zema quer exigir estudo de homens beneficiários do Bolsa Família, mas não de mulheres

Por Ivan Martínez-Vargas 23 de Junho de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
Zema quer exigir estudo de homens beneficiários do Bolsa Família, mas não de mulheres

O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência Romeu Zema (Novo) afirmou nesta segunda-feira que sua proposta de exigir estudos até o Ensino Médio para beneficiários de programas sociais não valeria para mulheres, que, segundo ele, “têm outras atribuições em casa”.

As declarações foram feitas em evento promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), em Brasília, com a presença de presidenciáveis. Flávio Bolsonaro (PL) e Ronaldo Caiado (PSD) também estiveram no local.

Em seu discurso, Zema voltou a dizer que, se for eleito em outubro, vai revisar as regras de concessão e manutenção de benefícios sociais. Questionado pela EXAME sobre sua proposta, o pré-candidato do Novo disse que quer exigir estudos até o Ensino Médio aos beneficiários homens, mas não das mulheres.

“As mulheres têm outras atribuições em casa, têm filhos, têm uma diferença muito grande com relação aos homens. Mas os homens hoje são convidados a trabalhar, e estou falando de pessoas de 25 anos, 30, e as pessoas não vão por um motivo muito simples: elas têm a segurança de receber um benefício”, afirmou Zema.

A uma plateia de empresários, o pré-candidato do Novo voltou a dizer que deseja evitar que “marmanjões” recusem ofertas de trabalho e mantenham benefícios sociais.

“Muitos aqui devem estar enfrentando dificuldades para contratar mão de obra. Para mim, quem teve duas ou três propostas de emprego formal e negou, não faz curso, não está apto (a receber benefícios)”, disse.

Zema afirmou, sem apresentar a fonte dos dados, que os homens preferem fazer bicos e manter benefícios como o Bolsa Família em vez de aceitar empregos com carteira assinada.

O ex-governador mineiro também afirmou que sua proposta é conceder uma espécie de prêmio de R$ 5 mil a quem deixar o Bolsa Família após arrumar um emprego.

“Trabalho precário não qualifica ninguém. Esse problema é crônico”.

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