B3 já negociou mais de R$ 2 trilhões em ações este ano
O mercado à vista de ações da B3 ultrapassou os R$ 2 trilhões em volume negociado nos primeiros quatro meses deste ano. O valor é 45% maior que o registrado no mesmo período do ano passado e já corresponde a quase metade dos R$ 4,501 trilhões movimentados em 2025 como um todo. O volume diário médio (ADTV) foi de R$ 24,8 bilhões, 38% maior que o de um ano antes.
De acordo a B3, o resultado reflete um ambiente de maior apetite dos investidores pelo mercado acionário brasileiro e pelo segmento de equities em geral. Segundo a bolsa, o número de investidores com posição em custódia chegou a 4,04 milhões em abril, enquanto o estoque financeiro total encerrou o mês em R$ 3,19 trilhões.
Ações à vista não foram o único destaque. Os fundos de índice (ETFs) mantiveram volume diário médio acima de R$ 2 bilhões, o melhor dos últimos cinco anos. A base de investidores nesse segmento cresceu 37% em doze meses, chegando a 854 mil pessoas. O número de produtos listados saltou de 119 para 195 ETFs em um ano, e o estoque financeiro dobrou para R$ 118 bilhões.
Os Fundos de Investimento Imobiliário (FIIs) também apresentaram expansão relevante. O volume diário médio de negociação atingiu R$ 506 milhões em 2026, cifra 49% superior à média registrada ao longo de todo o ano de 2025, de R$ 339 milhões. A base de cotistas chegou a 3,17 milhões de investidores, alta de 13% na comparação anual.
No segmento de ativos globais, os BDRs (Brazilian Depositary Receipts) passaram a movimentar em média R$ 1,3 bilhão por dia nos quatro primeiros meses do ano, volume 47% acima da média de 2025. Os BDRs que replicam ETFs estrangeiro movimentaram R$ 8,89 bilhões, volume que já supera em 11% o volume de todo o ano de 2024 e equivale a mais de 70% do registrado em 2025. O ADTV de R$ 110 milhões/dia representa alta de 124% na comparação com o ano anterior.
A forte demanda por BDRs de ETFs ligados a ouro e prata, que juntos concentraram 45% das negociações do segmento em abril, sinaliza uma busca crescente por instrumentos de proteção diante da volatilidade do cenário internacional, explica a B3.
Para Marcos Skistymas, diretor de produtos listados da B3, os números refletem uma mudança estrutural no perfil do investidor brasileiro. "Os dados dos primeiros meses de 2026 mostram um mercado de equities cada vez mais diversificado e sofisticado", afirmou o executivo. "Ao mesmo tempo em que o nosso mercado acionário ultrapassa R$ 2 trilhões em negócios, também percebemos o crescimento do volume movimentado em teses de diversificação e proteção por meio de ativos globais", completou.
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