Caged: Brasil cria 613 mil postos de trabalho no 1º trimestre
O Brasil registrou em março a geração de 228.208 empregos formais, segundo dados do Novo Caged anunciados pelo ministro do Trabalho, Luiz Marinho, nesta quarta-feira, 29. No primeiro trimestre de 2026, o indicador acumula a geração de 613.373 postos de trabalho, 10% a menos do que o saldo de vagas no mesmo período do ano passado (675.119).
Apesar do mercado de trabalho ainda se mostrar aquecido, Marinho reforçou que a desaceleração no ritmo da geração de empregos é atribuída aos juros altos.
"Entramos num processo de diminuição da velocidade de crescimento (da geração de empregos). Alô, Galípolo, alô, Banco Central, abaixa (a Selic) mais um pouquinho. Os juros estão muito altos e isso interfere no ritmo (de contratações)", afirmou.
O ministro também disse que o país gerou, no acumulado entre janeiro de 2023 e março deste ano, 7.183.525 postos de trabalho, dos quais 5.021.186 são empregos celetistas, medidos pelo Caged, e o restante, 2.162.339, de postos no setor público.
Em março, o Novo Caged mostra que quatro dos cinco grandes grupos de atividades econômicas tiveram saldos positivos no mês de março: serviços, construção civil, indústria e comércio. Apenas agropecuária teve saldo negativo de 18.096 vagas. O ministro diz que tem a ver com a sazonalidade, em especial em razão do setor sucroalcoleeiro.
Naquela mês, 24 das 27 unidades da federação tiveram saldo positivo de vagas de trabalho. São Paulo Minas Gerais e Rio de Janeiro foram os estados com maior saldo positivo. Na outra ponta, Alagoas, Mato Grosso e Sergipe tiveram saldos negativos, o que, segundo o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) é explicado pela sazonalidade.
A geração de empregos foi mais forte do que estimativas de agentes de mercado, disse Marinho. O ministro afirmou que a previsão era de saldo positivo de 160 mil postos de trabalho para o mês.
Os dados mostram que, apesar dos juros em patamares elevados, o mercado de trabalho ainda se mantém aquecido.
O salário médio de admissão no país em março foi de R$ 2.350,83, valor 0,7% menor do que o valor de fevereiro. Na comparação com o mesmo período do ano passado, a remuneração média de entrada cresceu 1,8%.
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