Cartel colombiano suspende negociações de paz após acordo Trump–Petro

Por Da redação, com agências 5 de Fevereiro de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
Cartel colombiano suspende negociações de paz após acordo Trump–Petro

O Clã do Golfo, principal cartel do tráfico de drogas da Colômbia, anunciou a suspensão das negociações de paz que mantinha com o governo de Gustavo Petro no Catar. A decisão ocorre após um acordo entre Petro e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para intensificar ações militares e de inteligência contra a liderança do grupo.

Segundo a organização, a decisão foi tomada após a reunião entre os dois presidentes, realizada na terça-feira, 3, na Casa Branca, na qual foi priorizado o combate ao chefe do cartel, conhecido como Chiquito Malo.

Em mensagem publicada na rede social X, o grupo afirmou que a medida representa uma violação da boa-fé nas negociações em curso no Catar e anunciou que deixará a mesa de diálogo de forma provisória enquanto seus integrantes avaliam o cenário. O cartel acusou Petro de colocar interesses pessoais acima do objetivo de alcançar a paz nos territórios.

Integrantes do governo colombiano confirmaram à AFP que a conta que divulgou a mensagem pertence ao grupo de origem paramilitar, que se autodenomina Exército Gaitanista da Colômbia.

Mudança na relação Colômbia–EUA

A nova estratégia marca uma inflexão nas relações entre Colômbia e Estados Unidos, que haviam sido tensionadas por trocas públicas de críticas entre Trump e Petro. Antes do encontro em Washington, o presidente colombiano vinha sendo pressionado por uma suposta falta de firmeza no combate às máfias, o que levou os Estados Unidos a impor sanções ao país.

O governo colombiano e o Clã do Golfo haviam anunciado em setembro o início das conversas no Catar, com o objetivo de alcançar um desarmamento do grupo em troca de benefícios legais. A política de negociação com grupos armados é alvo de críticas internas, e o próprio governo reconhece que o cartel ampliou o número de integrantes durante o atual mandato.

*Com informações da AFP

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