Caso Orelha: Reviravolta envolvendo um dos adolescentes investigados; pai revela verdade

Por Everton Henrique 3 de Fevereiro de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
Caso Orelha: Reviravolta envolvendo um dos adolescentes investigados; pai revela verdade

A apuração sobre o caso dos cães Orelha e Caramelo, vítimas de maus-tratos e morte violenta na Praia Brava, avançou com uma mudança relevante no rumo das investigações. Em meio à comoção social e à circulação de acusações nas redes, o nome de Pedro, um adolescente de 15 anos, passou a ser questionado oficialmente. Em entrevista concedida à repórter Patricia Calderón, do portal LeoDias, o pai do jovem, que teve a identidade preservada, apresentou informações que contradizem as suspeitas iniciais e reposicionam o adolescente no inquérito.

Segundo o relato, a principal inconsistência está relacionada ao período em que os crimes ocorreram. A família afirma que não estava mais na Praia Brava na data apontada. O jovem foi citado após boatos sobre um suposto envolvimento em um “quebra-quebra” em um quiosque, ocorrido em 10 de janeiro de 2026. No entanto, o pai foi enfático ao afirmar: “O Pedro foi citado como se tivesse participado de um quebra-quebra no dia 10 de janeiro. Mas nesse dia nós não estávamos na Praia Brava. Nós saímos de lá dia 5 de janeiro, às 10 horas da manhã, e não retornamos mais”.

Mudança de status e esclarecimentos oficiais

Com a análise de imagens e a verificação do deslocamento da família, a polícia decidiu rever a posição do adolescente no processo. O pai explicou que os registros visuais não sustentam qualquer ligação de Pedro com os atos investigados. “Nenhum deles é o Pedro. São outros cinco adolescentes. Não tem um vídeo, não tem nada que vincule o Pedro a qualquer ato que tenha acontecido naquele dia”, declarou. Diante disso, o jovem deixou de ser investigado e passou a constar como testemunha, termo que, segundo a família, foi mal interpretado publicamente. “É testemunha porque ele não é suspeito”, esclareceu.

A família também afirmou que procurou a delegacia espontaneamente após tomar conhecimento dos boatos, no dia 20 de janeiro, por meio de um perfil falso no Instagram. “A gente sempre buscou ativamente o esclarecimento. A gente não esperou a polícia vir”, relatou o pai. Outro ponto rebatido foi a suposta amizade entre Pedro e os demais adolescentes envolvidos. Apesar de dois frequentarem o mesmo colégio, descrito como “o maior de Florianópolis”, não havia convivência. “Ele não andava com nenhum dos outros citados ali”, garantiu. Agora, com a exclusão do nome do jovem das suspeitas, a família concentra esforços para identificar os responsáveis pela denúncia falsa e adotar medidas judiciais contra a difamação sofrida.

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