Colômbia extradita traficante para os EUA antes da reunião entre Petro e Trump

Por Da Redação 4 de Fevereiro de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
Colômbia extradita traficante para os EUA antes da reunião entre Petro e Trump

O governo da Colômbia extraditou para os Estados Unidos, na madrugada desta terça-feira, 3, o suposto narcotraficante Andrés Felipe Marín Silva, conhecido como “Pipe Tuluá”. A entrega ocorreu horas antes da reunião entre o presidente colombiano, Gustavo Petro, e o presidente americano, Donald Trump, na Casa Branca.

Marín Silva é apontado como chefe da facção criminosa "La Inmaculada", acusada de manter vínculos com cartéis mexicanos para o envio de grandes carregamentos de cocaína da Colômbia à América Central e aos Estados Unidos. Um tribunal do estado do Texas solicitou sua extradição por tráfico de drogas e associação criminosa.

O ministro da Justiça da Colômbia, Andrés Idárraga, afirmou que a extradição foi realizada por ordem direta do presidente Petro. A instrução havia sido divulgada no sábado, em uma rede social, determinando a entrega imediata do criminoso às autoridades americanas.

A reunião entre Petro e Trump ocorre em meio a tentativas de recompor a relação bilateral, marcada no último ano por divergências sobre a política antidrogas. Washington avalia que Bogotá não tem feito o suficiente no combate ao narcotráfico, incluindo críticas às pausas em extradições.

Segundo o ministro da Justiça, durante o governo Petro a Colômbia bateu recorde de extradições, com 809 criminosos entregues aos Estados Unidos. Ele afirmou que a cooperação judicial internacional foi fortalecida com uma política firme contra o crime organizado.

Entrega em Bogotá

Marín Silva foi entregue no aeroporto de Bogotá pela Polícia colombiana ao Serviço de Marshals dos Estados Unidos e embarcou em um avião da agência antidrogas americana. A operação contou com a participação de mais de 70 agentes da Polícia, da Interpol e de um grupo antibombas.

O diretor da Polícia colombiana, William Rincón, afirmou que a extradição reforça a cooperação entre os dois países e demonstra que nenhum criminoso está acima da lei.

A extradição havia sido autorizada pela Corte Suprema de Justiça da Colômbia em 12 de novembro do ano passado, mas dependia da aprovação presidencial. Marín estava preso desde 2015 e, em junho de 2025, foi emitida contra ele uma ordem de prisão para fins de extradição.

Acusações e histórico criminal

De acordo com autoridades americanas, a facção "La Inmaculada" utilizava lanchas rápidas, navios de carga, barcos pesqueiros, embarcações submersíveis, aeronaves e veículos terrestres para transportar toneladas de cocaína com destino a cidades como Denver e Dallas, no Texas.

Em 2022, Marín Silva foi condenado na Colômbia por homicídio, extorsão mediante sequestro, tentativa de extorsão e associação criminosa agravada, com pena de 30 anos de prisão. Segundo a Polícia, ele continuou praticando crimes mesmo encarcerado.

As autoridades colombianas também apontam vínculos da facção com organizações como o Clã do Golfo, dissidências das FARC e o cartel de Sinaloa. Marín é ainda acusado de fundar o grupo Morte a Guardiões Opressores (Mago), apontado como responsável pelo homicídio de 14 agentes do sistema penitenciário.

Após a extradição, a segurança foi reforçada em Tuluá, cidade onde o grupo criminoso tem sua base, diante do risco de novos distúrbios provocados por integrantes da facção.

*Com informações da EFE

Comentários

Deixe seu comentário abaixo: