Com IA, startup brasileira atinge 1 milhão de entrevistas e economiza 45 anos ao RH; diz CEO

Por Raphaela Seixas 22 de Março de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
Com IA, startup brasileira atinge 1 milhão de entrevistas e economiza 45 anos ao RH; diz CEO

A DigAÍ, empresa brasileira especializada em inteligência artificial aplicada ao recrutamento, alcançou a marca de 1 milhão de entrevistas automatizadas realizadas no país, consolidando o avanço da tecnologia nos processos seletivos e seu impacto direto na rotina das áreas de recursos humanos.

Segundo a empresa, a solução já devolveu quase 400 mil horas aos recrutadores, o equivalente a cerca de 45 anos de trabalho antes dedicados a tarefas operacionais.

O volume alcançado reflete uma mudança na forma como empresas conduzem contratações, especialmente em etapas de triagem e entrevistas em larga escala.

A utilização de inteligência artificial nesses processos tem permitido maior padronização de critérios, ganho de velocidade e ampliação da capacidade analítica das equipes de RH.

Desenvolva competências em liderança e gestão para atuar em um cenário onde tecnologia e decisões estratégicas caminham juntas.

Automação reduz tarefas operacionais e amplia foco estratégico

De acordo com a empresa, a principal transformação ocorre na redistribuição do tempo dos recrutadores. Com a automação das etapas iniciais, profissionais deixam de concentrar esforços em atividades repetitivas e passam a atuar em análises mais complexas, como avaliação de perfil, tomada de decisão e melhoria da experiência do candidato.

A tecnologia desenvolvida pela DigAÍ é capaz de analisar respostas em texto e áudio, realizar triagens em grande escala e gerar rankings, insights e feedbacks em tempo real. Esse tipo de estrutura permite lidar com volumes elevados de candidaturas sem comprometer a consistência da avaliação.

Segundo Christian Pedrosa, fundador e CEO da empresa, o impacto vai além da eficiência operacional.

“Nossa tecnologia já devolveu quase 400 mil horas aos recrutadores, o equivalente a 45 anos de trabalho contínuo consumidos por tarefas operacionais. Hoje, essas horas são direcionadas para análises estratégicas e aprimoramento da experiência do candidato”, afirmou.

Padronização e dados ganham espaço na gestão de pessoas

Outro ponto destacado é a padronização dos critérios de avaliação, que contribui para reduzir vieses e tornar os processos seletivos mais consistentes. A aplicação de inteligência artificial permite cruzar informações, identificar padrões e estruturar dados que antes estavam dispersos ao longo das etapas de recrutamento.

Nesse contexto, a DigAÍ lançou recentemente a TIP, sigla para Talent Intelligence Platform, um ecossistema que amplia o uso de dados no RH. A proposta é integrar informações, gerar análises mais aprofundadas e oferecer suporte à tomada de decisão em processos seletivos mais complexos.

A plataforma atua como uma camada adicional de inteligência sobre o recrutamento, organizando variáveis e fornecendo subsídios para decisões mais estruturadas, especialmente em cenários com grande volume de candidatos.

A evolução do papel do recrutador nas organizações

O avanço da inteligência artificial no recrutamento tem alterado o papel dos profissionais de RH. Em vez de executar tarefas operacionais, a tendência é que esses profissionais assumam uma posição mais estratégica dentro das empresas, com foco em análise, cultura organizacional e tomada de decisão.

Segundo o CEO da DigAÍ, o marco de 1 milhão de entrevistas automatizadas representa uma mudança estrutural no setor. “Esse alcance demonstra que o mercado brasileiro está amadurecendo no uso da inteligência artificial aplicada ao RH.

A tecnologia não substitui o recrutador, ela potencializa sua atuação, tornando o processo mais estratégico e humano”, afirmou.

O que esse movimento indica para liderança e gestão

A adoção de inteligência artificial em processos de recrutamento evidencia uma transformação mais ampla na gestão de pessoas. Líderes passam a operar com maior volume de dados, processos mais ágeis e equipes menos sobrecarregadas por tarefas repetitivas.

Nesse cenário, a capacidade de interpretar informações, tomar decisões com base em dados e conduzir equipes em ambientes tecnologicamente integrados ganha relevância. A tecnologia atua como suporte, enquanto a gestão se concentra em direcionamento estratégico e desenvolvimento humano.

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