Com lucro acima do esperado, Ferrari aposta no elétrico
A Ferrari obteve números acima do esperado no primeiro trimestre e colocou o mercado em contagem regressiva para um dos lançamentos mais importantes da sua história: o primeiro carro 100% elétrico, previsto para o dia 25.
O CEO da Ferrari, Benedetto Vigna, indicou que a expectativa em torno do carro, denominado Luce, é alta. O evento de apresentação já está completamente reservado e até acima da capacidade inicial.
Sem abrir números de pedidos, o executivo sinalizou que o modelo deve atrair tanto clientes tradicionais quanto novos consumidores. "O cliente é quem tem a palavra final", afirmou em conversa com jornalistas.
Principais destaques do balanço
O resultado passa desde um crescimento financeiro até um ajuste na produção, segundo informações compiladas pela CNBC e repercutidas nesta terça-feira, 5.
A Ferrari registrou receita de 1,85 bilhão de euros (cerca de R$ 10,8 bilhões), superando a estimativa de 1,81 bilhão de euros. O lucro por ação ajustado ficou em 2,33 euros, também acima da projeção de 2,27 euros.
Na comparação com igual período de 2025, quando a receita foi de 1,79 bilhão de euros, o crescimento passou de 3%, acompanhado de alta no lucro operacional, que avançou 1,1%, e no lucro ajustado, que subiu 4,2% em um ano.
Produção mais baixa nas linhas
Chamou atenção o fato de a Ferrari ter entregue menos veículos no período. Foram 3.436 unidades, uma queda de 4,4% em relação ao ano anterior. A ideia é crescer, mas não necessariamente por volume.
A redução, porém, não indica fraqueza na demanda. A própria empresa explicou que desacelerou a produção para facilitar a troca de modelos em sua linha.
Ferrari mantém guidance 2026
A Ferrari manteve intactas suas projeções para 2026, com a expectativa permanecendo em 7,5 bilhões de euros de receita líquida no ano.
As ações da Ferrari (RACE) ficaram praticamente estáveis após a divulgação, mas, por volta das 11 horas, apresentavam queda de 2,05% em Nova York, a US$ 331,95. Os papéis chegaram a bater US$ 333,79 hoje.
Guerra no Irã não interferiu
A Ferrari afirmou que conseguiu contornar eventuais riscos relacionados à guerra no Oriente Médio ao redirecionar entregas para outras regiões, antecipando vendas e ajustando sua logística global.
Diante do bloqueio do Estreito de Ormuz, a montadora passou a priorizar o transporte aéreo de veículos, mesmo com custo cerca de três vezes maior, para garantir entregas a clientes de altíssimo poder aquisitivo.
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