Desenrola deve ganhar 2ª fase voltada a informais até o fim de maio, diz Durigan

Por Estela Marconi 6 de Maio de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
Desenrola deve ganhar 2ª fase voltada a informais até o fim de maio, diz Durigan

O governo federal prepara uma nova frente do Desenrola Brasil voltada a trabalhadores informais e pessoas ainda adimplentes, mas pressionadas por juros elevados, segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan.

A expectativa é que a segunda rodada do programa seja anunciada até o fim de maio.

Em entrevista ao programa Bom Dia, Ministro, do canal Gov.br, Durigan afirmou que o foco será um público que hoje enfrenta maior custo de crédito por não ter renda fixa comprovável.

Segundo ele, esses trabalhadores acabam pagando juros mais altos justamente pela natureza instável de seus ganhos.

A proposta amplia o escopo da política, que nesta primeira fase atende principalmente pessoas inadimplentes.

De acordo com o ministro, o governo também estuda mecanismos para alcançar quem ainda mantém as contas em dia, mas já sente o impacto do endividamento no orçamento mensal, especialmente em linhas com juros elevados.

Durigan ressaltou que, no estágio atual, o programa prioriza quem está negativado e sem acesso ao crédito, cenário que limita o consumo e a reorganização financeira.

A nova etapa, segundo ele, busca atuar de forma preventiva, evitando que esse grupo migre para a inadimplência.

No mesmo programa, o ministro também atualizou o andamento da política de subsídio ao diesel importado.

Segundo ele, 26 estados aderiram à subvenção de R$ 1,20 por litro, prevista em medida provisória, enquanto apenas Rondônia não formalizou participação.

A medida prevê que metade do valor seja compensada pelos estados, enquanto a União arca com a outra parte.

Somada a um subsídio anterior de R$ 0,32 por litro, a ajuda total pode chegar a R$ 1,52 por litro do diesel importado, com custo estimado em R$ 4 bilhões, dividido entre governo federal e entes regionais.

Em contrapartida, importadores deverão ampliar a oferta do combustível e garantir o repasse do benefício ao consumidor final. O programa foi anunciado em abril como resposta à alta dos preços e deve vigorar, inicialmente, até maio de 2026.

*Com O Globo

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