Essa startup quer mostrar para os motoristas e entregadores de aplicativo o lucro real das corridas

Por Bianca Camatta 21 de Março de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
Essa startup quer mostrar para os motoristas e entregadores de aplicativo o lucro real das corridas

A GigU, aplicativo de apoio a motoristas e entregadores de plataformas como Uber e 99, lança o Lucro Líquido, ferramenta que permite ao trabalhador entender quanto efetivamente ganha ao descontar despesas como combustível, manutenção, taxas e depreciação do veículo.

“O recurso de lucro líquido surgiu a partir de pedidos dos próprios usuários e permite que eles vejam rapidamente quanto realmente vai entrar no bolso, já descontados todos os custos. Isso traz mais transparência e ajuda a entender se estão perto de bater a meta do dia ou se precisam trabalhar um pouco mais”, diz Luiz Neves, cofundador da GigU.

Com a solução, a startup pretende triplicar o número de assinantes, que atualmente é de 130 mil. A empresa encerrou 2025 com faturamento de R$ 12,3 milhões.

Como funciona a nova ferramenta

A ferramenta Lucro Líquido foi lançada em fevereiro de 2026 com o objetivo de mostrar, de forma transparente e prática, o lucro total dos motoristas de aplicativo.

A ferramenta passa a integrar outras soluções do aplicativo, como o cálculo de ganhos, que analisa a viabilidade de cada corrida em tempo real, e a câmera de segurança integrada ao celular.

Na prática, a nova ferramenta funciona com a adição de informações e valores gastos pelo trabalhador, como gasolina, manutenção, seguro e higienização. Para que o aplicativo funcione bem, o usuário precisa alimentar os dados da forma mais fiel possível para gerar um resultado confiável.

“Sempre que ele recebe uma oferta, mostramos exatamente qual é o percentual de lucratividade e quanto ele vai ganhar”, afirma Neves. A ferramenta ainda consegue estimar quantas corridas um motorista precisa fazer para alcançar a sua meta diária.

Desde o lançamento da função de lucro líquido, o aplicativo registra crescimento de cerca de 10% em downloads e engajamento. “Isso mostra que os usuários querem cada vez mais informações para trabalhar de forma eficiente”, diz.

Com o lançamento, o empresário espera chegar a pelo menos 300 mil assinantes. O faturamento também deve triplicar, assim como aconteceu em 2025.

Como nasceu a GigU

Os fundadores tinham uma pergunta simples: como é a vida de quem dirige para aplicativos? Fizeram entrevistas com motoristas, dando origem à empresa, que na época se chamava StopClub.

“A gente percebeu que todo mundo estava olhando para o passageiro, mas quase ninguém entendia a realidade de quem estava dirigindo.”

Pedro Inada, Rafael Beco, Luiz Neves e Marcus Pais, cofundadores do GigU (Divulgação)

A primeira versão da empresa, ainda em 2017, era física: pontos de apoio com serviços como alimentação, manutenção e descanso. O modelo cresceu até a pandemia encerrar a operação.

“Foi um incentivo para migrar para o digital. A gente trocou um modelo operacional pesado por um produto mais escalável e centrado em dados”, diz Neves.

A consolidação se deu por meio de um aplicativo que busca aumentar a rentabilidade desses motoristas. Uma das soluções disponíveis classifica, em tempo real, quais corridas são mais ou menos rentáveis.

A startup também oferece soluções práticas para o dia a dia do motorista, como a funcionalidade que permite gravar as corridas enquanto outros aplicativos seguem em funcionamento, com a gravação em segundo plano. “Diferente das plataformas, em que a gravação fica com a empresa, aqui o controle do registro é do motorista — isso faz toda a diferença em termos de segurança.”

Além do Brasil, a GigU opera em Portugal e começou a testar o mercado dos Estados Unidos, com foco inicial na Flórida. Fora do Brasil, soma cerca de 3 mil assinantes. “A gente tem um roadmap de novos países, mas o foco agora é consolidar as apostas que já fizemos, especialmente nos Estados Unidos.”

O próximo passo é incorporar IA para reduzir a curva de aprendizado dos motoristas. Hoje, a diferença entre iniciantes e experientes pode chegar a até 10 vezes na lucratividade, segundo Neves. A ideia é encurtar esse gap com recomendações personalizadas e transformar dados em decisões mais eficientes no dia a dia.

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