EUA anuncia alianças sobre terras raras com União Europeia, Japão e México
Os Estados Unidos anunciaram nesta quarta-feira, 4, planos de alianças com a União Europeia, o Japão e o México para estabelecer preços mínimos e reforçar a segurança das cadeias de suprimento de minerais críticos, incluindo terras raras. A iniciativa faz parte da estratégia do governo Donald Trump para reduzir a dependência da China nesse setor.
As discussões foram divulgadas no mesmo dia em que Washington sediou uma reunião ministerial sobre minerais críticos, com a participação de mais de 50 países.
Argentina entra no radar dos EUA
À margem do encontro, o secretário de estado americano, Marco Rubio, afirmou que a Argentina tem capacidade para se tornar produtora de terras raras. Segundo ele, o país dispõe não apenas de recursos naturais, mas também de conhecimentos em processamento, considerados estratégicos para o mercado global.
A Argentina participou da reunião em Washington em um contexto de equilíbrio delicado entre seus laços econômicos com a China e a aproximação geopolítica com os Estados Unidos. No segundo semestre de 2025, os EUA concederam ao país uma linha financeira de US$ 20 bilhões, fator que influenciou o cenário político argentino.
Questionado sobre negociações para que a Argentina receba imigrantes deportados dos Estados Unidos, Rubio disse que não havia nenhum anúncio a respeito.
Parceria com o México
Segundo o Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos, o governo americano trabalha em um plano de ação com o México para implementar preços mínimos sobre minerais críticos. A iniciativa está ligada à revisão programada do acordo comercial Estados Unidos-México-Canadá, prevista para ocorrer até 1º de julho.
O plano com o México deverá ser implementado ao longo dos próximos 60 dias e inclui "políticas e mecanismos comerciais coordenados para mitigar as vulnerabilidades na cadeia de suprimentos de terras raras", segundo comunicado.
União Europeia e Japão
Separadamente, os Estados Unidos avançam em negociações com a União Europeia e o Japão para a formação de uma parceria estratégica em minerais críticos, que também pode incluir a adoção de preços mínimos. Washington e Bruxelas planejam assinar, nos próximos 30 dias, um memorando de entendimento voltado à segurança das cadeias de suprimento desses minerais.
Além disso, EUA e UE discutem o compartilhamento de informações sobre estoques e possíveis cooperações em mineração, refino e processamento.
A importância de minerais críticos
O governo Trump colocou os minerais críticos no centro de sua política comercial e industrial, com o objetivo de reduzir a dependência da China, que domina a produção e o processamento global desses recursos. As terras raras são usadas em uma ampla gama de produtos, de munições a eletrônicos de consumo.
Nesta semana, a administração americana lançou um estoque nacional de minerais críticos e ampliou sua atuação direta no setor, com participações acionárias em empresas do segmento. No ano passado, o Pentágono fechou um acordo que incluiu preço mínimo e contrato de fornecimento, além de participação societária.
*Com informações da AFP
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