Fifa monitora surto de Ebola no Congo antes da Copa do Mundo 2026
A Fifa informou que está monitorando o surto de Ebola na República Democrática do Congo (RDC) a menos de um mês do início da Copa do Mundo 2026. A entidade disse que mantém contato com a federação congolesa e com autoridades de saúde dos Estados Unidos, México, Canadá e da Organização Mundial da Saúde (OMS) .
Na última sexta-feira, 15, uma epidemia de Ebola foi declarada no país e a OMS declarou uma emergência sanitária internacional diante da rápida evolução dos casos e do número de mortes. Até o momento, o surto na província de Ituri, no leste do país africano, já causou 134 mortes e soma 500 casos suspeitos.
EUA impõe restrições a viajantes
O CDC, centro de controle de doenças dos EUA, impôs restrições a viajantes vindos da região nesta semana. A ordem, válida por 30 dias, impede a entrada de pessoas sem o passaporte americano que estiveram na República Democrática do Congo, Uganda e Sudão do Sul nos últimos 21 dias.
A medida deve afetar torcedores da equipe congolesa. No entanto, segundo a Fifa, a participação da República Democrática do Congo na Copa do Mundo não está em risco no momento.
A seleção está no Grupo K, ao lado de Colômbia, Portugal e Uzbequistão. A estreia será contra Portugal, em 17 de junho, em Houston, no Texas.
O que é o Ebola?
A doença é causada por um dos seis vírus do Ebola conhecidos. Os patógenos foram descobertos originalmente em 1976 na RDC e acredita-se que tenham passado a infectar humanos a partir do contato com morcegos. Desde então, mais de 15 mil pessoas morreram devido ao vírus em países africanos.
O vírus é contraído principalmente por contato direto com a carne de animais como morcegos e macacos e com fluidos corporais infectados — como saliva, sangue e urina.
A infecção se espalha rapidamente, sobrecarregando o sistema imunológico e provocando uma resposta muito agressiva, o que leva a hemorragias intensas e falhas em órgãos vitais.
O atual surto é o décimo sétimo na RDC, com o último tendo ocorrido no ano passado, na remota região de Bulape, na província central de Kasai. Entre 2018 e 2020, o país viveu sua onda mais intensa de Ebola, que resultou na morte de quase 2.300 pessoas.
Os primeiros sintomas incluem febre alta, dores musculares, fadiga, enxaquecas e dores de garganta, seguidos de diarreia, vômitos, coceiras e, por fim, fortes sangramentos.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), não existe uma cura ou vacina para o Ebola, apesar de tratamentos intensivos no início da infecção melhorarem as taxas de sobrevivência, que, em média, pairam em torno de 50% — mas já variaram de 25% a 90% em surtos anteriores.
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