Geada no Brasil: frio avança pelo Sul e Sudeste do país esta semana
Uma massa de ar polar avança sobre o Centro-Sul do Brasil nesta semana e provoca queda acentuada das temperaturas, principalmente nos estados do Sul e em parte do Sudeste.
O fenômeno é mais intenso no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, onde as mínimas podem se aproximar de 0°C ou até ficar abaixo desse patamar em áreas serranas.
No Sudeste, embora o frio seja menos intenso, a combinação entre ar frio, nebulosidade e chuva mantém a sensação térmica baixa nos quatro estados; São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo.
A geada é um dos principais efeitos dessas massas de ar frio. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o fenômeno ocorre quando o vapor d’água presente no ar se transforma diretamente em cristais de gelo sobre superfícies expostas, como plantas, gramados, telhados e veículos.
Esse processo acontece principalmente durante madrugadas de céu limpo, vento fraco e temperaturas muito baixas. O Inmet mantém um sistema de monitoramento específico para o risco de geada, com atualização diária para auxiliar produtores rurais e a população em geral.
Outono chuvoso surpreende cidades brasileiras
Além da geada, as chuvas atípicas têm surpreendido várias cidades do Brasil neste outono. Tradicionalmente, a estação representa a transição para o tempo seco em boa parte do Brasil.
Neste ano, porém, sistemas atmosféricos têm mantido elevados índices de umidade em diversas regiões, prolongando episódios de chuva que normalmente não ocorrem ou quando ocorrem perdem força rapidamente..
Um exemplo é a cidade de Brasília, no Distrito Federal, uma das que mais sofre com a seca no inverno. Em 2026, no entanto, a capital federal registrou o junho mais chuvoso desde o início da série histórica, em 1962, de acordo com o Inmet. Apenas nos primeiros 15 dias do mês, o acumulado já ultrapassou recordes anteriores para o período.
Meteorologistas associam esse comportamento à combinação entre umidade transportada da Amazônia e a atuação mais frequente de frentes frias sobre o Centro-Sul do país, o que favorece a formação de áreas de instabilidade mesmo em locais que normalmente enfrentam tempo seco nesta época do ano.
O que esperar do inverno de 2026?
Embora o avanço do ar polar desta semana provoque frio intenso em algumas áreas, isso não significa necessariamente que todo o inverno será marcado por temperaturas extremas.
O prognóstico climático mais recente do Inmet indica que as temperaturas devem ficar até 1°C acima da média histórica em grande parte do território brasileiro durante a estação, especialmente na porção central do país.
Isso significa que episódios de frio continuarão ocorrendo, sobretudo no Sul, Sudeste e em partes do Centro-Oeste, mas tendem a ser intercalados por períodos mais quentes, padrão que tem se tornado cada vez mais frequente nos últimos anos.
Em relação às chuvas, a previsão aponta volumes acima da média em áreas das regiões Norte, Nordeste e Sul. Já partes do Sudeste e do Centro-Oeste podem apresentar períodos mais secos ao longo do trimestre.
Assim, a onda de frio observada neste mês funciona como uma prévia típica do inverno brasileiro, especialmente para os estados do Sul. No entanto, os dados climáticos disponíveis até o momento não indicam um inverno excepcionalmente rigoroso em escala nacional.
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