Ibovespa sobe com Petrobras em dia marcado por tensão entre EUA e Irã
O Ibovespa voltou a subir ao abrir as negociações desta quinta-feira, 19, em alta, em um pregão marcado pela digestão de dados do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) e pelo acompanhamento de tensões internacionais. Por volta das 10h30, o principal índice acionário da B3 subia 0,28%, aos 186.553 pontos.
O IBC-Br, considerado uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, apontou queda de 0,2% em dezembro na comparação com novembro, desempenho ligeiramente melhor do que a retração de 0,4% a 0,6% prevista por analistas do mercado.
Segundo Matheus Pizzani, economista do PicPay, o resultado refletiu a alta de 2,3% no setor agropecuário e de 0,3% da indústria, enquanto os serviços caíram 0,3% e a arrecadação de impostos recuou 0,2%.
"Os dados podem ser interpretados positivamente sob o prisma da politica monetária, haja vista que reforçam a perspectiva de desaceleração do nível de atividade econômica com foco em seus componentes cíclicos, movimento que deve se concentrar especialmente na primeira metade do ano, abrindo espaço para um início seguro e consistente do ciclo de corte de juros por parte do Banco Central", afimrou Pizzani.
De acordo com Flávio Serrano, economista-chefe do Banco Bmg, o crescimento da agropecuária e da indústria acima do esperado freou um recuo mais acentuado do índice.
"O IBC-Br de dezembro veio melhor que o esperado e o resultado anual de 2025 mostra expansão robusta de 2,5%, impulsionada pela agricultura, que cresceu 13,1%, e pelos serviços, com alta de 2,1%. Para 2026, projetamos acomodação da atividade, com crescimento entre 1,5% e 2,0%", disse o economista.
Petrobras avança e Vale volta a cair
No mercado acionário, as ações ordinárias da Petrobras (PETR3) estão entre os maiores ganhos do dia, com alta de 1,59%, enquanto Vale (VALE3) estende as perdas ao cair 0,60%. Os papéis dos grandes bancos operam de forma mista.
Às 10h30, dólar à vista caía 0,18%, cotado a R$ 5,231, enquanto os juros futuros avançam.
No exterior, os investidores monitoram a tensão entre Estados Unidos e Irã, após relatos de mobilização de tropas norte-americanas na região. Apesar de os temores sobre o impacto da inteligência artificial terem diminuído, o clima geopolítico sustenta os preços do petróleo e do ouro.
No radar econômico, o mercado aguarda os dados semanais de pedidos de auxílio-desemprego e o relatório de vendas de imóveis residenciais dos EUA.
Além disso, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa, em Nova Délhi, da Cúpula sobre o Impacto da Inteligência Artificial, evento que reforça a atenção do mercado para os efeitos da tecnologia sobre a economia global.
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