Itaú divulga balanço do 4⁰ trimestre hoje: veja o que esperar
Depois de o Santander (SANB11) abrir a temporada de balanços dos grandes bancos no Brasil nesta quarta-feira, 4, antes da abertura do mercado, o Itaú Unibanco (ITUB4) divulga após o fechamento do pregão seus resultados financeiros do quarto trimestre de 2025.
No terceiro trimestre de 2025, o banco apresentou lucro líquido recorrente gerencial de R$ 11,9 bilhões, crescimento de 11,3% em relação ao mesmo período de 2024. O retorno sobre o patrimônio líquido médio anualizado (ROE) consolidado foi de 23,3%, ante 22,7% um ano antes.
No Brasil, o ROE avançou de 23,8% para 24,2% na comparação anual, embora tenha ficado estável no consolidado e recuado 0,2 ponto percentual no país na base trimestral.
E a expectativa do mercado é que o banco apresente nesta quarta mais um trimestre sem grandes surpresas. “Sólido como uma rocha”. afirmou o JP Morgan em relatório.
Para o quarto trimestre, além dos números do período, o banco americano companha de perto as sinalizações que o Itaú deve apresentar para 2026.
De acordo com os analistas da instituição, liderados por Yuri R. Fernandes, o foco principal estará na orientação para crescimento da carteira de crédito, qualidade dos ativos e evolução das despesas gerais e administrativas.
Outros temas que devem entrar na discussão incluem a evolução da folha de pagamento privada, contribuições ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC) e eventuais ajustes na presença física do banco.
O JP Morgan destaca que o quarto trimestre tende a ser sazonalmente mais forte em volumes, o que pode sustentar tanto a receita líquida de juros quanto as receitas com tarifas. A expectativa é de manutenção das taxas de inadimplência sob controle, sem sinais de deterioração relevante.
O relatório aponta, inclusive, melhora observada em produtos como crédito pessoal e cartões de crédito nos atrasos de 15 a 90 dias. Ainda assim, a instituição ressalta que a qualidade dos ativos segue como ponto de atenção para este ano, diante do elevado endividamento das famílias e da taxa média da Selic, a taxa básica de juros brasileira.
Lucro de até R$ 12,3 bilhões e ROE de mais de 20%
Para o período, o JP Morgan projeta lucro recorrente de R$ 12,2 bilhões para o Itaú, o que implicaria num ROE de 24%. A carteira de crédito deve mostrar aceleração em relação ao crescimento de 6,4% registrado no terceiro trimestre, puxada principalmente por cartões de crédito, enquanto o crédito imobiliário segue forte.
A receita líquida de juros com clientes é esperada em alta de 5% na comparação trimestral, com margem financeira estável. O banco também deve registrar crescimento nominal das provisões em relação ao trimestre anterior.
Na mesma linha, a Genial Investimentos também projeta mais um trimestre sólido para o Itaú, com lucro líquido estimado em R$ 12,3 bilhões no quarto trimestre, alta de 3,5% em relação ao trimestre anterior e de 12,9% na comparação anual. Com isso, o lucro líquido de 2025 deve totalizar aproximadamente R$ 46 bilhões. A corretora estima ROE de 24,5% no período.
O lucro projetado para os últimos três meses do ano passado está em linha com a avaliação de outras casas, como o banco Safra, que projeta lucro de R$ 12,3 bilhões, avanço de 13,2% e ROE de 24,6%; e a XP, que aponta lucro de R$ 12,1 bilhões, alta anual de 11,8% e ROE de 24,3%.
Segundo a Genial, a carteira de crédito expandida deve alcançar R$ 1,46 trilhão no quarto trimestre, com crescimento de 4,6% frente ao trimestre anterior e de 7,7% na comparação anual. O avanço deve ser puxado principalmente por cartões de crédito, consignado, crédito imobiliário e financiamentos a pequenas e médias empresas.
A inadimplência acima de 90 dias é projetada em 2,28%, estável na comparação trimestral e em queda em relação ao mesmo período de 2024.
A Genial também aponta crescimento da margem financeira com clientes no trimestre, enquanto o resultado da tesouraria tende a ser mais fraco na comparação sequencial, após um ano marcado por forte desempenho em operações de trading. As receitas com serviços e seguros devem se beneficiar da sazonalidade positiva do período, com avanço tanto na base trimestral quanto anual.
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