Mercados operam estáveis com trégua no dólar e alívio no petróleo
Os mercados financeiros globais operam estáveis nesta quarta-feira, 18, em meio à queda na volatilidade do dólar e ao alívio nos preços do petróleo, dando fôlego para o mercado de energia.
O movimento de calmaria ocorre junto à expectativa generalizada de investidores, que aguardam as definições de política monetária das principais economias e monitoram os desdobramentos do conflito no Oriente Médio.
O índice do dólar (DXY), que o compara a seis outras moedas fortes, subiu apenas 0,1%, a 99,61 pontos, após ter o maior patamar em dez meses, na última semana.
A contenção do avanço do dólar foi justamente impulsionada pela interrupção no rali dos preços do petróleo, que vinha sendo alimentado pelos ataques envolvendo Estados Unidos (EUA), Israel e Irã.
O chefe de estratégia de câmbio do Sumitomo Mitsui Banking Corp, Hirofumi Suzuki, afirmou à Reuters que, embora as condições não tenham uma melhora drástica, os mercados estão em um processo de recuperação.
Já o iene japonês apresentou leve fortalecimento em relação ao dólar, enquanto o mercado acompanha a ida da primeira-ministra Sanae Takaichi para Washington, onde se reunirá com o presidente Donald Trump.
Oferta iraquiana e estoques nos EUA
O alívio no setor de energia foi sustentado pela retomada das exportações de petróleo do Iraque via Turquia, depois de um acordo entre o governo central de Bagdá e o Governo Regional do Curdistão (KRG).
Fontes da North Oil Company confirmaram à Reuters que o fluxo foi restabelecido com o objetivo de escoar ao menos 100 mil barris por dia.
Outros dados do American Petroleum Institute (API) indicaram, ainda, um aumento de 6,56 milhões de barris nos estoques de petróleo bruto dos EUA na semana encerrada em 13 de março, superando projeções.
Os contratos futuros do petróleo Brent recuaram 0,3%, sendo negociados a US$ 103,12 por barril, enquanto o West Texas Intermediate (WTI) registrou queda de 1,6%, para US$ 94,65.
O Brent, no entanto, permanece acima da barreira de US$ 100 por barril pelo quarto pregão consecutivo, o que eleva a tensão sobre a inflação, especialmente no segmento energético global, dependente da commodity.
Expectativa por sinalizações monetárias
No campo da política monetária, o foco se volta para o anúncio sobre os juros do Federal Reserve (Fed), seguido pelas decisões do Banco Central Europeu (BCE), Banco da Inglaterra, Banco do Japão e outros.
Cerca de 21 bancos centrais definirão juros.
A expectativa do consenso é de manutenção das taxas de juros, mas o mercado busca pistas sobre o impacto inflacionário do conflito no Irã, de acordo com fontes consultadas pela Reuters.
"Ficaríamos surpresos se víssemos grandes movimentos nas taxas de juros ou no câmbio esta noite, dada a probabilidade de uma comunicação equilibrada, sem sinais fortes", reforçou o analista sênior de câmbio do MUFG, Derek Halpenny.
Os mercados monetários têm precificado apenas um corte de juros pelo Fed para este ano, contra as duas reduções projetadas antes do início da guerra no Oriente Médio, que se intensificou no Irã.
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