Mulheres dormem menos do que homens: qual é o tempo ideal de sono?

Por Vanessa Loiola 4 de Fevereiro de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
Mulheres dormem menos do que homens: qual é o tempo ideal de sono?

Mulheres brasileiras apresentam pior qualidade e menor duração do sono em comparação aos homens. É o que indicam os dados mais recentes do Vigitel 2025, levantamento do Ministério da Saúde que incluiu, pela primeira vez, indicadores específicos sobre sono na população adulta.

A pesquisa analisou 833.217 entrevistas com pessoas de 18 anos ou mais, realizadas nas 26 capitais brasileiras e no Distrito Federal, e revelou maior frequência de sono insuficiente e insônia entre mulheres, quadro associado a riscos à saúde física e mental.

Mulheres dormem menos e relatam mais insônia

O levantamento apontou que 21,3% das mulheres dormem menos do que o recomendado, ante 18,9% dos homens. A diferença aparece em 18 capitais e no Distrito Federal.

Os dados sobre insônia reforçam a desigualdade:

Em nenhuma capital o percentual masculino superou o feminino.

Capitais com piores indicadores de sono feminino

O levantamento mostra diferenças regionais relevantes. As maiores proporções de mulheres dormindo menos de seis horas foram registradas em:

Já os menores percentuais apareceram em:

Em relação à insônia, os maiores percentuais femininos foram observados em:

Quantas horas de sono são necessárias?

Segundo a médica Helena Hachul, ginecologista e especialista do Instituto do Sono, existem variações individuais, mas a recomendação geral é clara. A maioria dos adultos precisa de sete a oito horas de sono por noite.

Dormir menos do que isso de forma recorrente gera um débito de sono, com efeitos acumulativos no organismo.

Impactos do sono insuficiente na saúde

A privação ou má qualidade do sono provoca consequências em diferentes prazos. Entre os efeitos de curto prazo estão:

A médio e longo prazo, o quadro está associado a maior risco de:

Por que o sono das mulheres é diferente?

Especialistas apontam fatores hormonais e sociais. As diferenças começam na adolescência e se intensificam ao longo da vida reprodutiva.

Oscilações hormonais ligadas ao ciclo menstrual, à gestação, ao pós-parto, à perimenopausa e ao climatério interferem diretamente na estrutura do sono. Condições como cólica menstrual e síndrome dos ovários policísticos também impactam a qualidade do descanso.

Além disso, a sobrecarga de tarefas, e o acúmulo de responsabilidades contribuem para níveis mais elevados de estresse, fator que agrava os distúrbios do sono.

Como melhorar a qualidade do sono

Especialistas recomendam medidas de higiene do sono, como:

Essas estratégias ajudam a regular o ritmo biológico e podem reduzir sintomas de insônia.

Comentários

Deixe seu comentário abaixo: