'Não basta que a IA ajude seu negócio, ela tem que ser seu negócio', diz CEO da IBM
De Boston* - “O gap entre quem está ganhando e quem está ficando para trás com IA está aumentando”, disse Arvind Krishna, CEO global da IBM, durante a conferência Think 2026.
A maior diferença entre os dois grupos de empresas está no uso da inteligência artificial como um vetor de transformações dos negócios. Segundo ele, 80% dos executivos esperam que IA leve a crescimento em 2030, mas só 20% sabem onde. Atualmente, 95% do investimento das empresas em IA está focado em usos específicos, para gerar ganhos de produtividade localizados.
É parte do caminho, afirmou o CEO da IBM, mas o objetivo deve ser mais amplo. “Não basta que a IA ajude seu negócio, ela tem que ser seu negócio”, disse.
Podemos comparar o momento atual com o da criação da internet, segundo Krishna. Naquele momento, aqueles que abraçaram a revolução para transformar seu negócio ou criar novas empresas prosperaram e lideraram nos anos seguintes. O momento atual, afirmou, demanda uma visão de futuro igualmente ambiciosa.
Computação quântica
Por fim, Krishna destacou o papel da computação quântica no futuro da IBM e da indústria.
“É um novo paradigma de tecnologia após 80 anos”, disse. “Algumas pessoas acham que é uma ficção científica que não será vendida. Mas é uma questão de engenharia. A pergunta não é se a tecnologia quântica estará disponível, mas quando”.
Segundo ele, não serão necessários 20 anos, ou 10 anos. “A computação quântica é uma realidade para este ano. O gap está fechando mais rápido que a maioria pensa”, disse.
“Quantum e inteligência artificial conversam. Computadores quânticos descobrem, e a inteligência artificial aprende”, disse o CEO. “A janela para ser um early mover está aberta agora”.
Quatro pilares para os negócios
A IBM afirma que o avanço da inteligência artificial nas empresas passa por uma mudança estrutural na forma de operar, baseada na integração de diferentes sistemas. Para a gigante de tecnologia, esse redesenho deve ser baseado na integração de quatro pilares fundamentais.
O primeiro pilar defendido são os agentes de IA, sistemas capazes de executar tarefas e se adaptar ao longo de diferentes áreas do negócio. O segundo é o uso de dados em tempo real, que permitem às equipes ter uma visão compartilhada do que está acontecendo.
O terceiro pilar é a automação, com infraestrutura de ponta a ponta e fluxos automatizados que conseguem escalar entre processos. O quarto é o ambiente híbrido, que garante independência operacional, soberania, governança e segurança para que a IA funcione de forma consistente e com controle.
Segundo a empresa, cada um desses elementos já é prioridade isolada nas companhias, mas, quando combinados, eles representam uma mudança mais profunda na forma como o negócio opera.
Soluções de IA corporativa
No evento, a IBM apresentou sua maior expansão até agora em soluções de IA corporativa e gestão de nuvem híbrida, com lançamentos alinhados ao novo modelo operacional defendido pela empresa.
Entre as novidades está a nova geração do watsonx Orchestrate, com foco em gerenciar e orquestrar milhares de sistemas de IA com governança e auditoria em tempo quase real.
O IBM Confluent busca integrar dados em tempo real e reduzir a fragmentação das informações dentro das empresas.
Já o IBM Concert foi apresentado como uma plataforma para unificar operações e permitir respostas mais coordenadas com apoio de IA.
Por fim, o IBM Sovereign Core incorpora governança, segurança e conformidade diretamente na infraestrutura, especialmente em ambientes mais regulados.
*O editor viajou a convite da IBM
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