O fim da 'receita de bolo': por que a autenticidade virou o maior ativo no ensino premium
No mercado de educação premium, o bilinguismo e a infraestrutura tecnológica deixaram de ser diferenciais para se tornarem pré-requisitos.
Em 2026, a verdadeira vantagem competitiva reside na capacidade de uma instituição de ensino se comunicar de forma autêntica e personalizada.
É o que defende Flávia Moccia Antunes, diretora de marketing e admissões do braço de alta performance do Grupo SEB, que hoje gere 34 escolas de excelência em todo o Brasil.
Para Flavia, o marketing educacional moderno não é sobre "aparecer", mas sobre "fazer sentido". "Quando a gente fortalece as escolas por dentro, a comunicação melhora naturalmente. O papel do marketing é ajudar a escola a entender o próprio chão e transformar isso em uma mensagem clara para as famílias", afirma.
O fim da "receita de bolo": sotaque e regionalidade
Um dos maiores desafios de gerir uma rede com 34 unidades é evitar a padronização excessiva. Flavia destaca que uma estratégia que funciona em São Paulo pode fracassar no Nordeste.
"Cada escola tem seu sotaque e sua regionalidade. No Nordeste, por exemplo, a mídia offline (física) ainda tem uma força de conversão que muitas vezes supera o digital. Marketing educacional de alta performance exige respeito ao momento de maturidade de cada praça."
Flávia Moccia Antunes, diretora de marketing e admissões do braço de alta performance do Grupo SEB
Apesar da onipresença digital, a diretora reforça que a maior arma de captação continua sendo a mais antiga: o boca a boca. No entanto, ele agora é potencializado por uma "régua de relacionamento" técnica.
"Se uma família do Fundamental 2 ama a escola e recebe informações estruturadas sobre o que acontece na Educação Infantil, ela se torna uma defensora da marca. Ela saberá recomendar a escola para uma amiga que tem filhos menores porque entende a jornada completa da instituição."
Marketing como agente de evolução (e não apenas vendas)
A entrevista revela uma mudança gerencial profunda nas escolas brasileiras. O marketing deixou de ser o setor que apenas "faz eventos" para se tornar um agente de evolução institucional. Segundo Flavia, o processo de estruturar uma campanha de marketing força a escola a olhar para o espelho.
"Para fazer uma campanha, você precisa saber quem a escola é de verdade e onde ela quer chegar. O marketing traz essa clareza. Ele organiza a jornada das famílias e melhora os processos internos. Ele não é só captação; ele eleva o nível da escola como um todo."
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