Petróleo oscila após ataque dos EUA ao Irã e opera em queda nesta quarta

Por Carolina Ingizza 10 de Junho de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
Petróleo oscila após ataque dos EUA ao Irã e opera em queda nesta quarta

Os preços do petróleo operam com volatilidade nesta quarta-feira, 10, após os Estados Unidos realizarem ataques contra alvos militares do Irã. As novas tensões no Oriente Médio ampliam as preocupações do mercado sobre uma possível interrupção no fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo para o comércio global de energia.

A commodity chegou a subir mais de 1% nas primeiras horas do dia, mas perdeu força ao longo da sessão. Por volta das 6h20, o contrato do Brent, referência internacional, recuava 0,33%, enquanto o WTI (West Texas Intermediate), referência nos Estados Unidos, caía 0,54%.

O que aconteceu entre EUA e Irã

Segundo o Comando Central dos Estados Unidos (Centcom), as forças americanas concluíram ataques contra alvos militares iranianos próximos ao Estreito de Ormuz. A operação ocorreu após a derrubada de um helicóptero Apache do Exército americano um dia antes.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que a aeronave realizava patrulhas na região quando foi atingida. Em publicação na rede Truth Social, o presidente disse que os dois pilotos não ficaram feridos, mas declarou que o país responderia ao ataque.

O Irã não assumiu formalmente a responsabilidade pela derrubada do helicóptero. Ainda assim, a escalada militar aumentou os temores de que o cessar-fogo firmado entre os dois países em abril possa ser comprometido.

A Guarda Revolucionária do Irã informou ter realizado ataques com mísseis e drones contra bases militares americanas na Jordânia, no Kuwait e no Bahrein como retaliação aos bombardeios dos Estados Unidos contra alvos iranianos na região de Ormuz.

Reação dos mercados internacionais

As tensões também provocaram reações em outros mercados. Os futuros de Wall Street operavam em queda nesta quarta-feira. Por volta das 6h35, os contratos do Nasdaq 100 recuavam 1,36%, enquanto os futuros do S&P 500 caíam 0,88% e os do Dow Jones perdiam 0,70%.

Na Ásia, as bolsas fecharam majoritariamente no vermelho. Na Coreia do Sul, o índice Kospi tombou 4,52%, enquanto o KOSDAQ recuou 1,67%. No Japão, o Nikkei 225 caiu 1,66% e o Topix perdeu 1,25%.

Na Europa, os mercados também registravam perdas, ainda que mais moderadas. O índice europeu Stoxx 600 caía 0,28%, enquanto o DAX, da Alemanha, recuava 0,41%, o FTSE 100, do Reino Unido, perdia 0,35%, e o CAC 40, da França, cedia 0,18%.

Além do conflito na região, investidores monitoram os dados de inflação dos Estados Unidos, que podem influenciar as próximas decisões de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central americano). Economistas consultados pela Reuters projetam que o índice de preços ao consumidor (CPI) tenha avançado 4,2% em maio na comparação anual, o maior nível desde abril de 2023.

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