Por que Sean Penn faltou à cerimônia do Oscar e não recebeu a estatueta
O ator Sean Penn venceu o Oscar de melhor ator coadjuvante na noite deste domingo, 15. O papel que lhe rendeu o prêmio foi o do coronel Steven J. Lockjaw, vilão do filme "Uma Batalha Após a Outra", de Paul Thomas Anderson. Mas a estatueta não chegou às suas mãos por um simples motivo: Sean Penn não compareceu à cerimônia.
"Ele não quis estar aqui", disse o ator Kieran Culkin, vencedor do ano passado na mesma categoria.
Culkin disse que receberia o prêmio em nome do ator.
Segundo o jornal The New York Times, Penn sequer está nos Estados Unidos. Ele fez uma viagem à Europa com a intenção de ir até a Ucrânia.
Ausente da cerimônia deste domingo, Penn mantém envolvimento direto com a Ucrânia desde o início da invasão russa, em 2022. O ator dirigiu o documentário Superpower (2023), sobre a trajetória de Zelenskyy, e já foi banido permanentemente da Rússia por suas visitas ao país em guerra.
Ameaçou derreter estatuetas que ganhou
O vínculo com Kiev se aprofundou em gestos concretos: em novembro de 2022, Penn entregou a Zelenskyy uma de suas estatuetas do Oscar — referente a Sobre Meninos e Lobos —, prometendo devolvê-la só com o fim do conflito. Em reconhecimento, foi condecorado com a Ordem do Mérito da Ucrânia e incluído na "Caminhada dos Bravos".
Crítico da postura da Academia diante da guerra, Penn chegou a defender o boicote à premiação caso ucranianos não tivessem espaço na cerimônia em 2022. Na ocasião, ele deu uma entrevista à CNN afirmando que a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas tinha a "obrigação moral" de convidar o presidente ucraniano para discursar durante a cerimônia. E ameaçou "derreter em público" as estatuetas que recebeu.
Além do Oscar, Penn recebeu o Bafta e um SAG Award por seu papel em "Uma Batalha Atrás da Outra". Nas duas ocasiões ele também não esteve presente para receber as estatuetas.
Ator já ganhou três vezes
Com o Oscar de hoje, Penn se torna um dos atores mais premiados pela Academia. Ele venceu outras duas vezes na categoria de melhor ator pelos filmes Sobre Meninos e Lobos (2003) e Milk: A Voz da Igualdade (2008).
Também concorreu outras três vezes ao prêmio de melhor protagonista por Os Últimos Passos de um Homem (1995), Poucas e Boas (1999) e Uma Lição de Amor (2001).
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