Trump ameaça intensificar bombardeios contra Irã se acordo não avançar

Por Estela Marconi 6 de Maio de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
Trump ameaça intensificar bombardeios contra Irã se acordo não avançar

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou nesta quarta-feira, 6, retomar e intensificar os bombardeios contra o Irã caso não haja acordo para encerrar a guerra em curso no Oriente Médio.

Em publicação nas redes sociais, Trump afirmou que, se Teerã aceitar os termos em negociação, o conflito — que chamou de “Epic Fury” — poderá ser encerrado, com a suspensão do bloqueio naval e a reabertura do Estreito de Ormuz para o tráfego internacional, inclusive para o próprio Irã.

Segundo o presidente, porém, a recusa iraniana levaria a uma nova escalada militar. “Se eles não concordarem, o bombardeio começará e será, infelizmente, em um nível e intensidade muito mais elevados do que antes”, escreveu.

A declaração ocorre em meio a negociações ainda incertas entre Washington e Teerã, após semanas de confronto que afetaram diretamente o fluxo global de petróleo e ampliaram a pressão sobre a economia internacional.

Irã quer 'acordo justo'

O governo do Irã afirmou nesta quarta-feira, 6, que só aceitará um acordo “justo e abrangente” nas negociações com os Estados Unidos para encerrar o conflito no Oriente Médio.

A declaração foi feita pelo chanceler Abbas Araqchi, após reunião em Pequim com o diplomata chinês Wang Yi.

“Faremos o possível para proteger nossos direitos e interesses legítimos nas negociações. Só aceitaremos um acordo justo e abrangente”, afirmou o ministro, segundo a imprensa iraniana.

Do lado americano, o presidente Donald Trump afirmou que houve “grande progresso” rumo a um acordo final. Em publicação nas redes sociais, ele indicou uma pausa temporária na operação militar de escolta de navios no Estreito de Ormuz, como forma de viabilizar o avanço das negociações.

Segundo Trump, o bloqueio à região continua em vigor, mas o programa conhecido como "Projeto Liberdade" será interrompido por um período curto para avaliar a possibilidade de assinatura de um acordo.

De acordo com a Reuters, a Casa Branca não detalhou quais avanços foram alcançados nem a duração da pausa.

Estreito de Ormuz segue no centro da crise

O Estreito de Ormuz permanece como principal ponto de tensão. A via está praticamente fechada desde o início do conflito, em 28 de fevereiro, após ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã.

A interrupção afeta cerca de 20% do fornecimento global de petróleo e tem provocado uma crise energética internacional.

O Irã ameaça usar minas, drones e mísseis para impedir a navegação, enquanto os EUA respondem com bloqueios a portos iranianos e escolta de embarcações comerciais.

Após as sinalizações de avanço nas negociações, o mercado reagiu com queda nos preços do petróleo. O barril do tipo Brent recuou 1,2%, para US$ 108,60, após já ter caído 4% na sessão anterior.

O petróleo WTI também caiu 1,2%, para US$ 101,06.

Impasse nuclear segue sem solução

Os EUA afirmam que os ataques visam conter ameaças ligadas ao programa nuclear e de mísseis do Irã, além de seu apoio a grupos como Hamas e Hezbollah.

Já Teerã sustenta que tem direito ao desenvolvimento de tecnologia nuclear para fins pacíficos, segundo o Tratado de Não Proliferação Nuclear.

Até o momento, houve apenas uma rodada de negociações presenciais entre representantes dos dois países, sem avanços concretos para um acordo definitivo.

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