Trump anuncia que poderá visitar a China em '5 ou 6 semanas'

Por Mateus Omena 18 de Março de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
Trump anuncia que poderá visitar a China em '5 ou 6 semanas'

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira, 17, que poderá visitar a China em “cinco ou seis semanas”, após indicar o adiamento de um encontro previamente previsto para o fim de março com Xi Jinping. A mudança ocorre em meio ao contexto da guerra envolvendo o Irã.

Durante reunião no Salão Oval da Casa Branca com o primeiro-ministro da Irlanda, Micheál Martin, Trump declarou: "Estávamos remarcando a reunião, e parece que ela acontecerá em cerca de cinco ou seis semanas. Estamos trabalhando com a China. Eles concordaram".

O presidente americano também afirmou que está "ansioso para ver o presidente Xi Jinping" e disse que o líder chinês também está "ansioso" pelo encontro. As declarações ocorrem enquanto Estados Unidos e China mantêm negociações comerciais em meio à guerra tarifária iniciada após o retorno de Trump à Casa Branca.

Trump destacou a relação econômica entre os dois países ao afirmar: "Temos um bom relacionamento com a China. A China, aliás, tornou-se algo muito, muito bom para nós em termos econômicos. É muito diferente do que era no passado. Então, faremos a visita em cerca de cinco ou seis semanas".

Efeitos dos atritos no Oriente Médio

Na segunda-feira, o presidente anunciou o adiamento da viagem à China por cerca de um mês, citando o conflito com o Irã, no qual os Estados Unidos atuam ao lado de Israel. Segundo ele, a decisão está relacionada à necessidade de permanecer em Washington durante o andamento das operações militares. "Sinto que preciso estar aqui. Então, solicitamos o adiamento da viagem por cerca de um mês, e estou ansioso para estar com ele (XI)", declarou.

A China solicitou, na segunda-feira, a redução da escalada no estreito de Ormuz e a interrupção das ações militares na região, sem detalhar eventual participação em uma coalizão internacional proposta pelos Estados Unidos para escolta de navios.

Pequim afirmou nesta terça-feira que são "errôneas" as informações divulgadas por autoridades e veículos de imprensa americanos que relacionavam o possível adiamento da visita a questões envolvendo a segurança marítima na região.

Caso a visita seja confirmada, será a segunda viagem de Trump à China. A primeira ocorreu em 2017, durante seu primeiro mandato. O encontro mais recente entre os dois líderes aconteceu em outubro de 2025, na Coreia do Sul.

*Com informações da agência EFE.

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