Veja lista de bancos que vão participar do Desenrola 2.0

Por Rebecca Crepaldi 6 de Maio de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
Veja lista de bancos que vão participar do Desenrola 2.0

O Desenrola 2.0 chegou e, com ele, alguns bancos já confirmaram sua participação. O programa terá diversas frentes, desde renegociamento de famílias, como de dívidas com o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), dívidas rurais e de empresas (veja as regras abaixo). Neste sentido, quais bancos vão participar no Novo Desenrola?

Caixa Econômica Federal

A Caixa Econômica Federal realizou nesta terça-feira, 5, a primeira quitação de dívida no âmbito do Novo Desenrola Brasil.

Segundo o banco, um cliente de Várzea Paulista (SP) liquidou à vista um débito de cheque especial com desconto de 75%.

Até o fim da tarde, cerca de 5 mil clientes já haviam procurado o banco para aderir ao programa. Além da quitação à vista, a instituição iniciou o cadastro de interessados em renegociar dívidas de forma parcelada, que serão contatados após a habilitação das condições junto ao Fundo de Garantia de Operações (FGO).

BTG Pactual e Banco Pan

"O BTG Pactual e o Banco Pan informam que irão aderir ao programa Desenrola 2.0. As instituições acompanham o andamento da medida provisória publicada hoje e a regulamentação do programa, e manterão seus clientes informados sobre prazos, funcionamento e critérios de adesão assim que houver definições adicionais”, afirmou a assessoria em nota.

O Bradesco aderiu à nova fase do programa, mas disse que está aguardando as autorizações do Fundo de Garantia de Operações (FGO) para iniciar as renegociações. Enquanto isso, clientes interessados podem realizar um pré-cadastro, mediante o preenchimento do formulário já disponível no portal.

Adicionalmente, o Bradesco disponibilizará um programa com condições próprias de renegociação para os clientes que não se enquadrem no programa do governo, seja por atraso menor ou maior do que o previsto ou por renda superior ao estabelecido como elegível.

O Bradesco também irá habilitar os canais de atendimento telefônico e a rede de agências para oferecer suporte ao programa.

Banco do Brasil

O Banco do Brasil também informou à EXAME que faz parte do Desenrola 2.0. De forma antecipada, os clientes já podem verificar se atendem às condições do programa e manifestar o seu interesse pela renegociação no site do BB — mas também disse aguardar as regulamentações para iniciar as ofertas.

Quando estiverem vigentes, as renegociações poderão ser feitas pelo WhatsApp da instituição (61 4004-0001), no aplicativo, Internet Banking, nos telefones 4004-0001 (capitais e regiões metropolitanas) e 0800 729 0001 (demais localidades) e ainda na rede de agências.

O BB oferece ainda condições especiais aos clientes que não estejam contemplados nas características do Programa.

O Nubank confirmou a participação no Novo Desenrola Brasil e anunciou uma iniciativa complementar para ampliar renegociações. As ofertas serão enviadas aos clientes gradualmente pelos canais oficiais.

A jornada de renegociação ocorre integralmente no aplicativo, sem redirecionamento para portais externos. O cliente encontra a oferta personalizada, com o valor atualizado da dívida, o desconto aplicado e as opções de parcelamento.

Em complemento ao Novo Desenrola Brasil, o Nubank lança também uma campanha própria voltada a clientes que não se enquadram nos critérios do programa federal — seja por renda acima do limite estabelecido, seja pelo tipo ou pela data da dívida.

“Clientes que aderirem a qualquer das duas campanhas, além de regularizar a dívida, poderão ter o cartão de crédito reativado, desde que atendam aos critérios internos de elegibilidade e passem por nova análise de crédito”, informou em nota o Nubank.

O Santander também irá participar do Desenrola 2.0, e disse. “O Banco está realizando os testes necessários para iniciar a oferta do serviço aos clientes o mais brevemente possível, dentro das condições definidas pelo Governo. A Instituição coloca seus canais à disposição dos clientes para atendimento e esclarecimento de eventuais dúvidas”, disse em nota.

O Itaú disponibilizará as ofertas de renegociação aos clientes elegíveis em todos os seus canais — Superapp, WhatsApp (11 4004 1144), site (itau.com.br/renegociacao) e parceiros credenciados de renegociação. As condições de renegociação seguem os parâmetros estabelecidos pelo programa

“Em relação à restrição de envio de recursos a plataformas de apostas para clientes que aderirem ao programa, o Itaú seguirá as diretrizes definidas pelo Governo Federal e informará os detalhes operacionais assim que forem estabelecidos”, comenta.

Banco Inter

O Inter participará do Novo Desenrola. A instituição também aguarda as definições do governo sobre a operacionalização da nova fase e reforça que já disponibiliza, em seus canais, opções de renegociação com condições.

O Banco Bmg informa que irá aderir ao programa Desenrola Brasil. A atuação do banco seguirá as diretrizes estabelecidas pelo governo. Em breve, serão divulgadas as informações nos canais oficiais.

Serasa irá intermediar

A Serasa entrará como um marketplace entre os consumidores e os bancos. Nela, será possível encontrar as dívidas elegíveis no programa do Desenrola e negociar diretamente com as instituições. Santander, Itaú, Bradesco, Banco Pan, Banco BMG, Banco BV, Neon e Nubank já estão dentro da plataforma e a Serasa espera que outras também entrem.

Como vai funcionar o Desenrola?

O objetivo é atender diferentes públicos — pessoas físicas, estudantes, empresas e produtores rurais — em uma tentativa de frear a inadimplência e aliviar o orçamento em um momento de forte pressão financeira.

Segundo o Ministério da Fazenda, a implementação depende da adesão das instituições financeiras, que começarão a disponibilizar o programa nos dias seguintes ao anúncio, ainda que o ritmo de oferta varie de banco para banco.

O principal eixo da iniciativa é o Desenrola Famílias, voltado a pessoas com renda de até cinco salários mínimos (R$ 8.105) e dívidas em atraso entre 90 dias e dois anos. A proposta mira justamente a parcela mais pressionada da população, em um cenário em que o comprometimento da renda das famílias com dívidas chegou a 29,7% em fevereiro, o maior nível desde o início da série histórica do Banco Central, em 2005.

Na prática, o programa permite a renegociação de débitos como cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal não consignado, desde que tenham sido contratados até 31 de janeiro de 2026 e estejam dentro da faixa de atraso estabelecida.

As condições incluem descontos relevantes, que variam conforme o tipo de dívida e o tempo de inadimplência: de 30% a 90% no total. No caso de rotativo do cartão e cheque especial, os abatimentos vão de 40% a 90%, enquanto no crédito pessoal ficam entre 30% e 80%.

Além dos descontos, o programa estabelece limites claros para tornar a renegociação mais acessível. A taxa de juros máxima será de 1,99% ao mês, e o prazo de parcelamento pode chegar a até 48 meses para contratos em atraso. A renegociação será feita diretamente pelos canais oficiais dos bancos.

Outro ponto relevante é a limpeza automática do nome de consumidores com dívidas de até R$ 100, que deverão ser perdoadas pelas instituições financeiras. Para quem aderir ao programa, também haverá restrições: o CPF ficará bloqueado para apostas em casas de apostas por um período de 12 meses.

Para viabilizar a operação, os bancos contarão com garantias públicas e terão algumas contrapartidas. Entre elas, estão a obrigação de limpar o nome dos clientes tanto nas dívidas de até R$ 100 quanto nas renegociadas, destinar 1% do valor garantido pelo Fundo Garantidor de Operações (FGO) para ações de educação financeira e impedir o uso de crédito para apostas.

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