12 raças de cachorro têm maior risco de problema respiratório; saiba quais
Cachorros com focinho achatado podem enfrentar dificuldades respiratórias mais sérias do que aparentam. Um estudo publicado na revista científica PLOS One analisou 898 cães de 14 raças diferentes e identificou que 12 delas apresentam maior risco de desenvolver problemas respiratórios associados à Síndrome Obstrutiva das Vias Aéreas Braquicefálicas (BOAS).
A condição, comum em raças braquicefálicas, pode causar intolerância ao exercício, respiração ruidosa, chiado e, nos casos mais graves, necessidade de cirurgia.
Risco de BOAS em 14 raças de cães
A pesquisa foi conduzida por cientistas da Faculdade de Medicina Veterinária da Universidade de Cambridge. A equipe avaliou medidas do crânio, focinho, pescoço e estrutura corporal dos animais, além de examinar sintomas clínicos.
Os cães foram classificados em uma escala de zero a três:
O objetivo foi identificar quais características físicas aumentam o risco de desenvolver a síndrome respiratória.
Quem lidera o ranking?
Entre as raças avaliadas, o Pequinês apresentou um dos piores resultados. Apenas 11% dos cães dessa raça respiravam sem sintomas.
O Chin Japonês também registrou alto risco, com apenas 17,4% classificados como grau zero. Nessas duas raças, foi observado alto índice de narinas estreitas, fator diretamente associado à obstrução das vias aéreas.
Outras raças com desempenho intermediário incluem:
Já Boxer, Chihuahua e Spitz Alemão Anão apresentaram melhores índices, com entre 50% e 75% dos cachorros sem sinais da síndrome.
Focinho achatado aumenta risco de problemas respiratórios em cães
A BOAS está ligada ao formato encurtado do crânio, típico das chamadas raças braquicefálicas. O focinho reduzido pode comprometer a passagem de ar, causando esforço respiratório constante.
Segundo os pesquisadores, a síndrome existe em diferentes graus. Alguns cães apresentam apenas leve desconforto, enquanto outros têm a qualidade de vida significativamente afetada.
A condição é considerada hereditária, o que reforça a importância de práticas responsáveis de criação.
Identificar fatores de risco pode ajudar na prevenção da BOAS
O estudo indica que compreender as diferenças entre as raças é fundamental para desenvolver estratégias mais eficazes de prevenção e manejo clínico.
Como muitas dessas raças são populares, os pesquisadores defendem que tutores estejam atentos a sinais como:
A identificação precoce pode permitir intervenções que reduzam complicações futuras.
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