12 raças de cachorro têm maior risco de problema respiratório; saiba quais

Por Vanessa Loiola 21 de Fevereiro de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
12 raças de cachorro têm maior risco de problema respiratório; saiba quais

Cachorros com focinho achatado podem enfrentar dificuldades respiratórias mais sérias do que aparentam. Um estudo publicado na revista científica PLOS One analisou 898 cães de 14 raças diferentes e identificou que 12 delas apresentam maior risco de desenvolver problemas respiratórios associados à Síndrome Obstrutiva das Vias Aéreas Braquicefálicas (BOAS).

A condição, comum em raças braquicefálicas, pode causar intolerância ao exercício, respiração ruidosa, chiado e, nos casos mais graves, necessidade de cirurgia.

Risco de BOAS em 14 raças de cães

A pesquisa foi conduzida por cientistas da Faculdade de Medicina Veterinária da Universidade de Cambridge. A equipe avaliou medidas do crânio, focinho, pescoço e estrutura corporal dos animais, além de examinar sintomas clínicos.

Os cães foram classificados em uma escala de zero a três:

O objetivo foi identificar quais características físicas aumentam o risco de desenvolver a síndrome respiratória.

Quem lidera o ranking?

Entre as raças avaliadas, o Pequinês apresentou um dos piores resultados. Apenas 11% dos cães dessa raça respiravam sem sintomas.

O Chin Japonês também registrou alto risco, com apenas 17,4% classificados como grau zero. Nessas duas raças, foi observado alto índice de narinas estreitas, fator diretamente associado à obstrução das vias aéreas.

Outras raças com desempenho intermediário incluem:

Já Boxer, Chihuahua e Spitz Alemão Anão apresentaram melhores índices, com entre 50% e 75% dos cachorros sem sinais da síndrome.

Focinho achatado aumenta risco de problemas respiratórios em cães

A BOAS está ligada ao formato encurtado do crânio, típico das chamadas raças braquicefálicas. O focinho reduzido pode comprometer a passagem de ar, causando esforço respiratório constante.

Segundo os pesquisadores, a síndrome existe em diferentes graus. Alguns cães apresentam apenas leve desconforto, enquanto outros têm a qualidade de vida significativamente afetada.

A condição é considerada hereditária, o que reforça a importância de práticas responsáveis de criação.

Identificar fatores de risco pode ajudar na prevenção da BOAS

O estudo indica que compreender as diferenças entre as raças é fundamental para desenvolver estratégias mais eficazes de prevenção e manejo clínico.

Como muitas dessas raças são populares, os pesquisadores defendem que tutores estejam atentos a sinais como:

A identificação precoce pode permitir intervenções que reduzam complicações futuras.

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