20 anos, 215 mil atendimentos e R$ 250 milhões: o plano do Instituto Eurofarma
Braço social da Eurofarma — farmacêutica fundada em 1972 —, o Instituto Eurofarma nasceu com uma missão clara: usar a educação como caminho para a inclusão socioeconômica. Em duas décadas de atuação na zona sul de São Paulo, a organização acumulou mais de 215 mil atendimentos e R$ 250 milhões investidos em desenvolvimento social. Agora, completa 20 anos anunciando sua maior expansão até hoje.
A unidade de Jurubatuba, na zona sul de São Paulo, onde o Instituto opera, será ampliada para 6.000 m² com a construção de um novo prédio integrado ao espaço já existente. A primeira fase da obra vai ampliar em 50% o atendimento às crianças do Matéria-Prima, programa voltado a alunos de 6 a 13 anos que frequentam aulas no contraturno escolar. Por lá, passam reforço em Língua Portuguesa e Matemática, além de ateliês de arte, música e tecnologia.
"Celebrar 20 anos é reconhecer uma trajetória construída com consistência e propósito. Apoiamos a educação formal, além de desenvolver o potencial humano de forma integral, formando cidadãos autônomos, conscientes e preparados para os desafios do futuro", afirma Janaina Procopio, diretora do Instituto.
Saúde entra na expansão
A segunda fase do projeto prevê o crescimento dos cursos de iniciação profissional e dos preparatórios para o vestibular.
Mas uma das novidades mais significativas está em outra área: a saúde. Atualmente, o Instituto realiza cerca de 1.200 consultas odontológicas por ano. Com a ampliação, o volume deve crescer — e novas especialidades podem ser incorporadas ao longo do tempo.
Não é uma adição aleatória ao portfólio. Para Procopio, saúde, educação e qualificação profissional formam um tripé indissociável. "Isso cria uma jornada ainda mais completa para os alunos, integrando educação, qualificação profissional e cuidado com a saúde — pilares fundamentais para o desenvolvimento integral", diz.
Da sala de aula à carteira assinada
O modelo do Instituto foi desenhado para acompanhar o jovem por anos — não apenas durante a infância. A partir dos 14 anos, os alunos entram em programas de iniciação profissional, onde desenvolvem competências técnicas e comportamentais alinhadas às demandas reais do mercado.
O caminho mais concreto dessa proposta é a possibilidade de ingressar como aprendiz na própria Eurofarma. Hoje, cerca de 180 jovens formados pelo Instituto trabalham na farmacêutica — número que ilustra a lógica por trás da relação entre a empresa e sua fundação: a Eurofarma não apenas financia o Instituto, mas funciona como destino real para parte dos jovens que ele forma.
"Um diferencial relevante é a conexão direta com o mercado, incluindo a possibilidade de ingresso como aprendizes na própria Eurofarma. Hoje, cerca de 180 jovens já atuam como colaboradores, evidenciando a efetividade do modelo como porta de entrada para o emprego formal", afirma Procopio.
Vinte anos, um novo ciclo
Para a diretora, o legado do Instituto se mede menos em estrutura e mais em trajetórias. "São mais de 215 mil atendimentos e milhares de jovens impactados, muitos dos quais ingressaram no mercado de trabalho e hoje atuam como agentes de transformação em suas próprias comunidades", diz.
A expansão de Jurubatuba, nesse sentido, é tanto uma celebração quanto uma aposta. "Ao ampliar a estrutura para 6.000 m², o Instituto dá força a sua capacidade de atuação, amplia o alcance dos programas educacionais e incorpora novas frentes. É um movimento estratégico que consolida o compromisso de longo prazo com o desenvolvimento social", conclui Procopio.
Nenhum comentário disponível no momento.
Comentários
Deixe seu comentário abaixo: