5 criptomoedas que podem disparar em maio, segundo especialistas
Após um início de ano complicado, com quedas e incertezas no campo macroeconômico e geopolítico, o mercado de criptomoedas voltou a sinalizar altas signicativas no mês de abril, elevando o sentimento de investidores do setor e as expectativas para maio.
Especialistas da Bitso, Coinext, Underblock, MEXC e Mercado Bitcoin compartilharam quais são as criptomoedas que podem disparar em maio:
1. Bitcoin (BTC)
A primeira e mais citada criptomoeda que pode subir em maio é o bitcoin. A maior do mundo em valor de mercado iniciou o mês ultrapassando os US$ 80 mil e pode continuar subindo em maio.
“O bitcoin entra em maio como o principal ativo de referência em um mercado que está cada vez mais conectado ao cenário macro global. Movimentos recentes mostram que o BTC tem reagido diretamente a eventos geopolíticos e fluxos de mercado, reforçando seu papel como ativo híbrido, ao mesmo tempo reserva de valor e ativo de risco”, disse Julián Colombo, diretor sênior de políticas públicas e estratégia para a América do Sul na Bitso.
“Para maio, tende a continuar como o principal direcionador do mercado, capturando fluxo institucional e funcionando como base de liquidez. Em um ambiente ainda incerto, o Bitcoin mantém sua relevância como ativo estrutural, embora com oscilações mais frequentes no curto prazo”, acrescentou.
2. Ether (ETH)
O ether, segunda maior criptomoeda do mundo e nativa da rede Ethereum também integra a lista graças a fatores internos do blockchain e o cenário atual do mercado:
“Desde a migração para o modelo de consenso Proof of Stake, o ether passou a ser mais eficiente no consumo de energia e introduziu mecanismos de queima de tokens, o que ajudou a reduzir sua inflação”, disse Rony Szuster, head de research do Mercado Bitcoin.
Agora, o especialista apontou para fatores que podem beneficiar o ether enquanto ativo de investimento:
“Atualmente, o ativo se beneficia do aumento da liquidez no mercado cripto e da expectativa de novos fluxos institucionais, impulsionados tanto pela possível expansão de ETFs quanto pela retomada de protocolos DeFi. Além disso, a narrativa de reprecificação dos ativos de risco e a busca por blockchains mais estáveis e escaláveis também seguem favorecendo o Ethereum”, disse. “Para o próximo mês, a expectativa é de uma valorização mais gradual, apoiada por uma possível recuperação do setor e pelo aumento da atividade em staking e em soluções de segunda camada, que tendem a elevar a demanda por ETH”, concluiu.
3. Solana (SOL)
A SOL, criptomoeda nativa da rede Solana, também entrou para as recomendações de especialistas no mês de maio. Presente em quase todos os materiais enviados à EXAME e citados nesta matéria, a SOL possui boas perspectivas este mês graças a possibilidade de aprovação de um ETF à vista nos EUA, segundo Rony Szuster, do Mercado Bitcoin.
“O ativo pode, em breve, contar com um ETF à vista nos Estados Unidos, o que tende a ampliar significativamente sua acessibilidade para investidores. Há ainda a possibilidade de inclusão de staking, o que poderia aumentar ainda mais o interesse institucional pelo projeto”, justificou.
“Além disso, começam a ganhar força as estratégias de empresas que incluem Solana em suas tesourarias, o que pode se tornar um importante vetor de demanda e, consequentemente, de valorização. Diante desse cenário, o ecossistema segue em forte expansão e mantém uma perspectiva bastante positiva para o mês, acrescentou Szuster.
4. Hyperliquid (HYPE)
Paulo Camargo, da Underblock, destacou a performance positiva da HYPE, criptomoeda da Hyperliquid, mesmo em um início de ano negativo para a maioria das criptos.
“A HYPE se destaca como uma exceção, com desempenho positivo mesmo em um ambiente mais desafiador. A plataforma vem apresentando forte crescimento dentro do ecossistema DeFi, com métricas operacionais robustas que sustentam a demanda pelo token e ajudam a explicar sua resiliência recente”, disse Paulo Camargo, embaixador da OKX, CIO e cofundador da Underblock.
Desde o início de 2026, a HYPE acumula alta de 62%, segundo dados do CoinMarketCap e foi disponibilizada recentemente pela Mynt, plataforma cripto do BTG Pactual.
Já do ponto de vista da análise técnica, a equipe de research da Coinext apontou que a HYPE “se aproxima da resistência imediata entre US$43 e US$44, cuja superação pode abrir espaço para movimentos em direção à faixa de US$50 a US$60”.
“Por outro lado, o suporte mais relevante está entre US$35 e US$38, região que tem sustentado o preço durante as recentes correções”, acrescentaram os analistas. Além disso, para a equipe de analistas da Coinext, a Hyperliquid “se posiciona como uma tese de infraestrutura dentro do segmento de derivativos descentralizados, combinando crescimento de uso, desenvolvimento ativo e forte tração de mercado em um ambiente ainda seletivo para novos fluxos de capital”.
André Sprone, head de estratégia na MEXC para América Latina, também incluiu a HYPE em suas recomendações para o mês de maio.
“A Hyperliquid virou um dos casos mais fortes de DeFi com geração real de receita. A plataforma se consolidou como líder em derivativos descentralizados, com participação dominante em open interest e volume relevante, além de uma estrutura em que grande parte das taxas retorna ao ecossistema do token. A criação de veículos regulados de investimento na Europa reforça a ideia de que o mercado começou a olhar para HYPE não apenas como narrativa, mas como ativo ligado a uso concreto”, disse.
5. Ondo Finance (ONDO)
André Sprone, da MEXC, também mencionou a ONDO em suas recomendações para maio. O especialista apontou que a tokenização de ativos do mundo real, conhecidos como RWAs, é uma das fortes tendências que podem impulsionar o preço da ONDO.
“Se a tokenização de ativos do mundo real é uma das narrativas mais fortes do ciclo, a Ondo continua sendo uma das apostas mais diretas. A empresa avançou na tokenização de ETFs da Franklin Templeton e buscou maior clareza regulatória com a SEC para seu modelo de securities tokenizadas em Ethereum. Em um cenário em que o mercado tradicional começa a migrar produtos para infraestrutura on-chain, a ONDO segue muito bem posicionada”, disse.
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