70% das empresas no Brasil sofrem para encontrar o profissional ideal, aponta estudo da Catho
Ao comprar os anos de 2025 e 2026, o estudo Tendências de RH e Gestão de Pessoas 2026, da Catho, mostrou que 70,22% das empresas no Brasil estão com dificuldades de encontrar o profissional ideal.
A falta de engajamento dos candidatos têm agravado esse cenário, de acordo com o levantamento, 56,43% dos processos seletivos sofrem com o silêncio ou o baixo interesse dos candidatos.
Para completar esse diagnóstico, cerca de 52% das organizações apontam dificuldades para localizar profissionais com as qualificações exigidas para as vagas, enquanto 44% das empresas admitem que reter a atenção do profissional durante o recrutamento virou uma barreira complexa.
Para compreender a raiz desse problema, é necessário olhar para a mudança de comportamento impulsionada pelas ferramentas de inteligência artificial (IA). O que parecia uma facilidade para os candidatos transformou-se no fenômeno da "panfletagem digital".
A era da panfletagem digital
Com a ajuda de softwares automatizados, os profissionais passaram a disparar currículos em massa para centenas de vagas simultâneas, muitas vezes sem critério ou aderência real ao perfil solicitado.
Como consequência, os sistemas de rastreamento e triagem automatizada de candidatos utilizados pelos departamentos de Recursos Humanos foram inundados com currículos.
Essa avalanche de dados gerou um volume altíssimo de "falsos positivos", ou seja, currículos que contêm as palavras-chave certas para burlar os robôs do RH, mas que pertencem a profissionais sem a experiência ou as competências desejadas.
Dessa forma, o processo seletivo perdeu eficiência, sendo algo exaustivo e frustrante para ambos os lados. Os recrutadores gastam energia filtrando cadastros artificiais, enquanto os candidatos enfrentam respostas automáticas.
Ecossistemas dinâmicos e foco em habilidades
A virada de chave para os departamentos de recrutamento e seleção consiste na migração para ecossistemas de talentos pré-filtrados, onde as comunidades de profissionais são validadas previamente de acordo com suas competências reais.
Também é importante ressaltar a força do recrutamento baseado em skills (habilidades práticas e técnicas) e potencial de aprendizado, substituindo a análise rígida de históricos curriculares.
Além disso, trocar questionários padronizados por dinâmicas interativas e entrevistas focadas no aspecto comportamental pode ser o caminho para restaurar o engajamento perdido.
Ao humanizar o primeiro contato e utilizar a tecnologia para aproximar, o mercado busca romper o ciclo da automação e restabelecer a eficiência na busca pelo talento certo.
Quantidade vs. qualidade
Diante desse cenário, a saída para as empresas não está apenas em ampliar o número de candidatos alcançados, mas em melhorar a qualidade das conexões feitas desde o primeiro contato.
É nesse ponto que iniciativas como a Conferência de Carreira do Na Prática ganham relevância, ao aproximar organizações de jovens talentos que já passaram por uma curadoria prévia e demonstram interesse real em desenvolvimento profissional.
A proposta dialoga diretamente com a necessidade de substituir processos massificados por interações mais qualificadas. Ao reunir empresas e candidatos em um ambiente estruturado para troca, avaliação e relacionamento, a conferência ajuda a reduzir parte dos ruídos provocados pela chamada “panfletagem digital”, em que o excesso de inscrições nem sempre se traduz em aderência às vagas.
Participe da Conferência de Carreira do Na Prática e aproxime sua empresa de candidatos com interesse real em desenvolvimento
Nenhum comentário disponível no momento.
Comentários
Deixe seu comentário abaixo: