77% dos profissionais querem mudanças em benefícios corporativos, diz estudo
77% dos profissionais desejam mudanças nos programas de benefícios das empresas. O dado faz parte da 7ª edição da Pesquisa de Benefícios da Robert Half, mas a demanda já é antiga. Em 2023, 74% dos respondentes já defendiam alterações e, desde então, o índice tem se mantido em patamares semelhantes.
O estudo também identificou que 63% negociariam uma remuneração maior caso determinados incentivos não fossem oferecidos. Apenas 4% afirmaram que o salário é o fator decisivo na avaliação de uma proposta de emprego.
“Quando há limitação para reajustes salariais, o pacote pode ser ajustado, seja pela ampliação de coberturas, redução de custos ao colaborador ou inclusão de novos elementos, como alternativa para responder à expectativa de valorização”, afirma Alexandre Attauah, vice-presidente para Contas Estratégicas da Robert Half.
Além disso, 46% acreditam que os programas oferecidos por outras empresas do setor são melhores do que os da própria organização. Outros 79% disseram não poder escolher os incentivos mais adequados à sua realidade.
“Observamos um movimento gradual das empresas em direção a modelos mais flexíveis, o que nem sempre significa implementar estruturas complexas ou totalmente customizadas. Pequenos ajustes, como opções personalizadas dentro de um determinado benefício ou segmentações, podem gerar ganhos importantes na percepção de valor”, diz Attauah.
A pesquisa foi realizada por meio de questionário online com 752 respondentes, entre lideranças empresariais e profissionais empregados.
Confira outros destaques.
O que é oferecido x o que é valorizado
O levantamento mapeou os benefícios mais valorizados pelos profissionais. Em ordem, aparecem: plano de saúde privado, bônus acordado, vale-refeição, vale-alimentação, plano de previdência privada, seguro de vida, ajuda de custo para veículo, plano odontológico, reembolso de combustível e incentivo à educação.
Os benefícios mais oferecidos pelas empresas coincidem com os desejados em auxílios tradicionais, como bonificações e assistência médica, mas algumas adaptações poderiam ser feitas.
A previdência privada, por exemplo, figura entre os cinco itens mais valorizados pelos profissionais, mas não aparece entre os dez mais oferecidos pelas empresas. Em contrapartida, estacionamento gratuito, convênio com academias e celular corporativo estão entre os benefícios mais disponibilizados pelos empregadores, mas não aparecem entre os mais desejados pelos profissionais.
Os dez benefícios mais oferecidos pelas empresas são, em ordem: plano de saúde privado, bônus, plano odontológico, seguro de vida, vale-refeição, vale-alimentação, estacionamento gratuito na empresa, convênio com academia, celular corporativo e vale-transporte.
“As empresas continuam investindo em benefícios corporativos relevantes, porém os profissionais passaram a valorizar outros aspectos, especialmente aqueles vinculados ao momento de vida, à composição familiar e às prioridades financeiras diante das novas dinâmicas de trabalho”, afirma Attauah.
Benefícios familiares ganham espaço
A pesquisa também identificou que 86% dos profissionais consideram incentivos voltados à família ao avaliar uma proposta de emprego.
Recursos como plano de saúde familiar, auxílio-creche, previdência privada com beneficiários e apoio educacional ampliam os critérios de decisão ao incorporar aspectos relacionados à qualidade de vida, organização familiar e planejamento de longo prazo.
Para as companhias, há espaço para reavaliar seus programas. “Existe uma oportunidade crescente para as empresas refinarem seus benefícios, tornando-os mais aderentes aos diferentes perfis e necessidades individuais que coexistem nas organizações”, conclui Attauah.
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