A OP, marca icônica de surfwear dos anos 1980, está de volta
Quem foi adolescente nos anos 1980 tinha uma marca de moda no imaginário. O surfwear estava em alta, com camisetas estampadas, calças cargo coloridas, carteiras e mochilas emborrachadas. Entre algumas tantas grifes, uma delas tinha um lugar especial. Era a OP, sigla de Ocean Pacific.
A OP estava presente no mercado brasileiro em operação própria. Agora, volta em nova fase no país sob licença da Logomarca, empresa responsável pela operação nacional, com uma estratégia que combina e-commerce, resgate de memória afetiva e uma leitura atual da vida de praia brasileira.
O site já está em operação, nessa primeira fase com camisetas que custam entre R$ 150 e R$ 170 e moletons que saem por R$ 240, com o logo da marca e desenhos temáticos. Uma festa de lançamento deve acontecer na reedição da casa noturna Krypton, famosa nos anos 1980.
Stacked from 26 images. Method=B (R=8,S=4) (OP/Divulgação)
Alma californiana e identidade brasileira
A OP nasceu no sul da Califórnia, nos anos 1960, como fabricante de pranchas de surfe. Foi só em 1972 que o fundador Jim Jenks transformou a essência do surfe em uma proposta de vestuário casual, solar e acessível. Desde 2006 a OP pertence à Iconix International, grupo global de gestão de marcas.
Traduzir o estilo de vida dos surfistas para além da areia, levando camisetas, bermudas e peças gráficas para o guarda-roupa de uma geração inteira. Foi dessa forma que a marca ficou conhecida.
No Brasil, a OP construiu uma relação forte com o surfe e com a cultura jovem. Durante os anos 1980, a marca esteve presente em campeonatos, atletas, lojas. Nas praias e nas cidades. Mesmo quem não surfava incorporava a cultura. Eventos como o OP Pro, realizado na Praia da Joaquina, em Florianópolis, ajudaram a consolidar esse vínculo entre marca, praia e cena nacional.
A proposta da Logomarca agora é reposicionar a OP como uma marca de lifestyle de praia com alma californiana e identidade brasileira, respeitando sua trajetória, mas sem transformar a nostalgia em limite, segundo executivos da empresa.
Além do canal online próprio, a OP pretende expandir sua atuação por meio de collabs com marcas atuais, artistas, projetos culturais e nomes ligados ao universo da moda, música, esporte e praia. A estratégia busca rejuvenescer a marca sem descaracterizar sua essência, abrindo espaço para novas interpretações do seu arquivo visual e da sua história.
A nova OP olha para a Califórnia dos anos 1970 e 1980, mas pisa na areia brasileira de hoje. Entre o consumidor que viveu a marca no passado e uma nova geração que descobre referências vintage com olhar contemporâneo, a proposta é transformar o retorno em um novo capítulo.
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