A receita do iFood e CUFA para acelerar empreendedores das favelas com tecnologia
A Central Única das Favelas (CUFA) e o iFood, plataforma de delivery, estão ampliando a sua parceria e querem impactar mais de 3 mil pessoas neste ano por meio de iniciativas voltadas ao empreendedorismo, inclusão produtiva e desenvolvimento local em comunidades brasileiras.
A nova etapa da colaboração, iniciada em 2020, dá um novo passo em uma agenda que as duas organizações já estão desenvolvendo nos últimos anos, combinando a atuação territorial da CUFA com a estrutura tecnológica e a capacidade de escala do iFood. O foco agora será ampliar programas ligados à geração de oportunidades econômicas e de inclusão socioprodutiva em favelas e periferias.
A CUFA, presente em todos os estados brasileiros e em mais de 70 países, se uniu ao iFood em meio à pandemia do Covid-19, época em que muitas comunidades pelo Brasil atingiram uma cris eeconômica sem precedentes, e a renda se tornou uma incerteza para as famílias. A parceria faz parte das ações da plataforma de tecnologia para consolidar sua atuação em projetos de impacto social ligados ao empreendedorismo e à inclusão.
A parceria foi construída inicialmente em torno de ações humanitárias coordenadas pela CUFA em diferentes regiões do país. Ao longo dos anos, a relação passou a incluir iniciativas voltadas ao fortalecimento do ecossistema empreendedor nas periferias.
Entre os programas já desenvolvidos estão o iFood Acredita, programa que ajuda empreendedores negros de restaurantes a crescer com capacitação, consultoria e crédito especial, e o iFood ChegaJunto, edital que investiu R$ 10 milhões em 2025 para transformar a vida de entregadores, suas famílias e comunidades.
Segundo as organizações, a proposta é utilizar tecnologia e conhecimento territorial para ampliar o acesso de empreendedores locais a ferramentas digitais e oportunidades de mercado.
O que está previsto para os próximos anos
As instituições informaram que estudam novas frentes de atuação voltadas à formação e aceleração de empreendedores, inclusão digital, apoio à formalização de negócios e ampliação do acesso a tecnologias.
A expectativa é desenvolver iniciativas que contribuam para a expansão de pequenos negócios em comunidades, conectando empreendedores a novos mercados consumidores e oportunidades de crescimento.
“A favela nunca foi um lugar de escassez de ideias, mas sim de oportunidades de escala. Quando a CUFA se une ao iFood, não estamos falando de ajuda, estamos falando de conexão de potências", afirmou Kalyne Lima, presidente nacional da CUFA. "O iFood entende essa grandeza e nos acompanha na construção de soluções que geram autonomia real, emancipação econômica e dignidade. É uma parceria de quem acredita na capacidade produtiva da favela e seus territórios."
Negócios na favela: Luana Ozemela, vice-presidente de impacto e sustentabilidade do iFood, e Celso Athayde, fundador da CUFA, assinam acordo pela digitalização de negócios na favela (iFood/CUFA/Divulgação)
Tecnologia e inclusão como eixo da parceria
De acordo com o iFood, a ampliação da parceria busca combinar inovação tecnológica com conhecimento dos territórios atendidos pela CUFA.
“Acreditamos que a transformação social acontece quando conectamos tecnologia, conhecimento e oportunidades. A parceria com a CUFA é um exemplo concreto disso. Ao unir a inteligência territorial e a capacidade de mobilização da CUFA com a tecnologia e a escala do iFood, conseguimos ampliar o alcance de iniciativas que fortalecem o empreendedorismo, geram renda e impulsionam o desenvolvimento das favelas”, afirmou Luana Ozemela, vice-presidente de impacto e sustentabilidade da empresa.
As duas organizações informaram que continuarão desenvolvendo conjuntamente novos projetos voltados aos desafios enfrentados pelas favelas brasileiras, tendo inovação e empreendedorismo como parte da estratégia para ampliar oportunidades econômicas nos territórios.
Além das iniciativas previstas para os próximos anos, a parceria também contempla o patrocínio da agenda nacional de eventos realizados pela CUFA.
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