A tecnologia que nasceu nos anos 90 e hoje decide o que você vê online

Por Denise Gabrielle 10 de Maio de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
A tecnologia que nasceu nos anos 90 e hoje decide o que você vê online

Muito antes das redes sociais dominarem a rotina digital, uma tecnologia desenvolvida nos anos 1990 já começava a moldar silenciosamente a forma como as pessoas consumiriam informação no futuro.

Os algoritmos de recomendação, criados inicialmente para sugerir produtos e organizar grandes volumes de dados, hoje influenciam praticamente tudo o que aparece nas telas: vídeos, músicas, filmes, notícias, anúncios e até publicações em redes sociais.

Os primeiros sistemas desse tipo ganharam força nos anos 90, quando empresas começaram a lidar com grandes catálogos digitais e precisavam encontrar maneiras de conectar usuários a conteúdos de interesse.

Plataformas de comércio eletrônico e serviços de entretenimento passaram a usar dados simples, como histórico de compras ou avaliações, para prever preferências futuras.

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A lógica era relativamente direta: se muitas pessoas que consumiram determinado conteúdo também se interessaram por outro item parecido, o sistema poderia sugeri-lo automaticamente para novos usuários com comportamento semelhante.

Como funciona os algoritmos de recomendação

Com o avanço da inteligência artificial e da coleta de dados, os algoritmos se tornaram muito mais sofisticados. Atualmente, plataformas analisam tempo de visualização, curtidas, comentários, buscas, localização, horário de acesso e até velocidade de rolagem da tela para entender o comportamento do usuário.

Na prática, cada interação vira um dado. Se alguém passa mais tempo assistindo vídeos sobre culinária, por exemplo, o sistema interpreta esse interesse e tende a recomendar conteúdos semelhantes. O mesmo acontece com músicas, notícias, produtos ou perfis em redes sociais.

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O impacto no consumo de conteúdo

Essa tecnologia mudou a maneira como as pessoas descobrem informações na internet. Em vez de procurar ativamente por conteúdos, muitos usuários passam a consumir aquilo que o algoritmo considera mais relevante para eles.

É por isso que duas pessoas podem abrir a mesma rede social e encontrar experiências completamente diferentes. Cada feed é personalizado com base em comportamentos anteriores, criando uma seleção individualizada de conteúdos.

Os algoritmos de recomendação se tornaram centrais para empresas digitais porque aumentam o tempo de permanência nas plataformas. Quanto mais preciso for o sistema em prever interesses, maiores as chances de o usuário continuar navegando, assistindo vídeos ou interagindo com conteúdos.

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Por trás dessa lógica estão modelos matemáticos e sistemas de aprendizado de máquina que ajustam recomendações constantemente, aprendendo com cada clique realizado.

Apesar da praticidade, o uso desses algoritmos também gera discussões. Especialistas apontam que sistemas muito personalizados podem limitar o contato do usuário com opiniões diferentes, além de favorecer conteúdos que geram maior engajamento, independentemente da qualidade da informação.

Outro ponto debatido é a falta de transparência. Em muitos casos, os usuários não sabem exatamente por que determinado conteúdo apareceu em destaque ou quais critérios foram utilizados pela plataforma.

Mesmo sem aparecer diretamente para o usuário, os algoritmos de recomendação se tornaram uma das tecnologias mais influentes da internet moderna.

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