BPC bate recorde enquanto Bolsa Família recua em 2025, diz IBGE
O número de domicílios com algum beneficiário do Bolsa Família vem decrescendo ano a ano, enquanto outros tipos de auxílio ganharam inscritos, segundo informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística nesta sexta-feira, 7, com a divulgação da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua.
A pesquisa concluiu que 17,2% dos domicílios no Brasil tinham algum morador beneficiário do Bolsa Família em 2025. O resultado mostra um recuo de 1,4 ponto percentual (p.p.) de um ano para o outro (18,6% em 2024).
Desde o pico da série histórica em 2023, quando o índice atingiu 18,9% das residências, a queda foi de 1,7 ponto.
Em contrapartida, o BPC-LOAS atingiu o maior número de beneficiários desde o início da série histórica. Em 2025, o auxílio alcançou 5,3% dos domicílios brasileiros, representando um aumento de 0,3 p.p. sobre 2024.
Como funcionam os benefícios?
O Bolsa Família em 2025 era de R$ 600 por família cadastrada, podendo ter adicionais dependendo da situação do núcleo familiar.
O Adicional Primeira Infância, por exemplo, é de R$ 150 por criança de 0 a 6 anos. Também existe o Adicional Variável, de R$ 50 para cada gestante, criança ou adolescente entre 7 e 17 anos e bebê de até 6 meses.
Já o Benefício de Prestação Continuada (BPC), associado à Lei Orgânica da Assistência Social (LOAS), é pago pelo INSS e garante um salário mínimo mensal a idosos e pessoas com deficiência de baixa renda.
Em 2025, o valor desse auxílio era de R$ 1.518 mensais, com regras e requisitos rígidos a serem cumpridos pelos beneficiários.
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