Ações asiáticas caem e iene registra menor nível desde julho de 2024

Por Ana Luiza Serrão 14 de Março de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
Ações asiáticas caem e iene registra menor nível desde julho de 2024

As bolsas de valores na Ásia encerraram a sexta-feira, 13, em forte queda, acumulando a segunda semana consecutiva de perdas. O índice MSCI Asia‑Pacific, excluindo Japão, caiu 1% — uma baixa de 2,2% na semana.

No Japão, o Nikkei recuou 1,4%, enquanto a bolsa sul‑coreana, com forte concentração em tecnologia, perdeu quase 2%. O cenário mostra um sentimento de cautela entre investidores diante da incerteza geopolítica.

O clima de aversão ao risco é alimentado pelo prolongamento do conflito entre Estados Unidos (EUA), Israel e Irã, que mantém o preço do petróleo perto de US$ 100 por barril e intensifica preocupações globais com a inflação.

Neste cenário, o dólar se consolidou como refúgio seguro, subindo cerca de 2% desde o início das hostilidades no fim de fevereiro, à medida que investidores abandonam ativos mais arriscados.

Iene sofre com pressão do dólar

A pressão do dólar afetou principalmente o iene japonês, que registrou 159,69 por dólar, menor nível desde julho de 2024, de acordo com fontes consultadas pela Reuters.

O governo do Japão emitiu alertas de que está pronto para intervir no câmbio caso as quedas se intensifiquem, mas especialistas afirmam que qualquer ação agora enfrenta barreiras, já que a compra de dólares no mercado global segue intensa.

Petróleo e inflação sob atenção

O preço do petróleo também permanece alto, apesar de leve recuo após os EUA concederem uma licença temporária para importação de petróleo russo retido no mar.

Especialistas destacam que o fluxo constante de notícias sobre o conflito mantém a volatilidade nos mercados e pressiona as expectativas de inflação.

Investidores agora projetam 20 pontos-base de flexibilização pelo Federal Reserve (Fed) neste ano, contra 50 pontos-base estimados no mês anterior.

A volatilidade deve continuar e novas quedas nos mercados são possíveis no curto prazo, na visão de especialistas ouvidos pela Reuters.

Segurança e juros em cheque

Os estrategistas revelam, ainda, que a expectativa de juros afeta ativos tradicionalmente considerados seguros, como ouro, prata e títulos públicos.

Os rendimentos dos Treasuries de dois anos atingiram a máxima de seis meses, refletindo o ajuste nas apostas de cortes pelo Fed.

A próxima semana terá reuniões de política monetária de bancos centrais globais, incluindo Fed, Banco do Japão, Banco Central Europeu, Banco da Inglaterra e Reserve Bank da Austrália.

A expectativa geral é de manutenção das taxas na maioria dos casos, com o destaque da Austrália, que deve elevar os juros.

No câmbio, o euro se manteve estável em US$ 1,15035, enquanto o índice do dólar avançou cerca de 1% na semana.

Comentários

Deixe seu comentário abaixo: