Ações da Eli Lilly disparam com dona do Mounjaro lucrando US$ 7,4 bi

Por Ana Luiza Serrão 30 de Abril de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
Ações da Eli Lilly disparam com dona do Mounjaro lucrando US$ 7,4 bi

A Eli Lilly, farmacêutica por trás do Mounjaro, começou 2026 lucrando US$ 7,4 bilhões no primeiro trimestre e revisando para cima as projeções do ano, com receita que pode chegar a US$ 85 bilhões. Os dados fizeram as ações dispararem no pré-mercado, chegando a subir 7,5%.

O lucro ajustado foi de US$ 8,55 por ação, frente à expectativa de US$ 6,66, e a receita somou US$ 19,80 bilhões, superando os US$ 17,62 bilhões projetados por analistas, segundo dados compilados pela LSEG e divulgados pela CNBC.

O Mounjaro gerou US$ 8,66 bilhões em vendas globais no período, alta de 125% na comparação anual. Já o Zepbound somou US$ 4,16 bilhões em receita nos Estados Unidos (EUA), crescimento de 80% em relação a igual trimestre de 2025.

Volume sustenta crescimento

Mesmo com a redução de preços em alguns casos nos EUA, a Eli Lilly conseguiu ampliar a receita com aumento de volume. As vendas no país cresceram 43%, para US$ 12,1 bilhões, apoiadas pela alta de 49% nas prescrições.

O diretor-presidente da Eli Lilly, David Ricks, afirmou à CNBC em abril que a redução de preços pode contribuir para ampliar o acesso e acelerar o número de pacientes ao longo do tempo.

Nova aposta fora dos números

A companhia também colocou no mercado recentemente o Foundayo, versão em comprimido de um medicamento da classe GLP-1 para obesidade. O produto ainda não aparece nos resultados divulgados.

Mais de 20 mil pessoas iniciaram o uso do medicamento nas primeiras semanas, com cerca de mil novos pacientes por dia. Ricks afirmou, ainda, que 80% dos usuários não haviam utilizado tratamentos do tipo anteriormente.

Apesar disso, análises iniciais indicam um começo mais gradual. Um relatório da Leerink Partners, citado pela CNBC, aponta que os primeiros dados de prescrição sugerem uma adoção inicial "modesta".

Disputa por mercado aberta

A Eli Lilly encerrou o trimestre com 60,1% de participação no mercado estadunidense de medicamentos para obesidade e diabetes baseados em GLP-1, enquanto a concorrente Novo Nordisk, dona do Ozempic, ficou com 39,4%.

A expectativa é de expansão do mercado global, tendo em vista que Ricks vê que o número de pacientes usando esses medicamentos pode passar de cerca de 20 milhões no fim de 2025 para 30 milhões até o final de 2026.

A dona do Mounjaro, todavia, reconhece pressões à frente, como acordos de preços de medicamentos nos EUA e redução de valores pagos diretamente por pacientes, fatores que podem impactar margens nos próximos trimestres.

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