Alibaba quer comprar plataforma de compras de mercado online por US$ 1,5 bilhão

Por Ramana Rech 15 de Junho de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
Alibaba quer comprar plataforma de compras de mercado online por US$ 1,5 bilhão

O grupo Alibaba fez uma oferta de US$ 1,5 bilhão para adquirir a plataforma de entrega de compras de supermercado Pupu, em uma disputa de empresas chinesas para obter maior espaço no mercado de comércio online.

Segundo a Bloomberg, a proposta feita pela Alibaba é quase o dobro do que a oferta de US$ 600 milhões da Sun Art Varejo, uma ex-afiliada da Alibaba que passou para as mãos da empresa de private equity DCP Capital.

A tentativa da gigante do comércio de comprar a Pupu veio alguns meses depois que a empresa chinesa de entrega de alimentos Meituan anunciou um acordo de aquisição da operação da mercearia online Dingdong Fresh Holding. A Meituan comprou todas as ações da subsidiária da Dingdong (Cayman) Limited listada na bolsa de Nova York por um valor inicial de US$ 717 milhões.

Competição pelas compras online instantâneas

O movimento é resultado, em parte, da escassez de ativos de varejo, o que faz com que as empresas chinesas disputem o mercado de produtos frescos, que ainda permanece relativamente pouco explorado no online. Nesse contexto, a Pupu é uma das últimas plataformas de compras de mercado online ainda independentes.

A consolidação dessas plataformas pode ajudar a colocar sob controle a intensa competição que se instalou entre elas para ofertar preços baixos. Mas também traz o risco de concentrar poder de mercado em algumas poucas plataformas, o que tende a ir contra os interesses do governo chinês de promover competição.

A aquisição da Dingdong pela Meituan ainda aguarda aprovação dos órgãos reguladores. E, caso a compra da Popo pela Alibaba se concretize, a operação também deve atrair a atenção dos órgãos antitrustes.

Para a competição pelo mercado de varejo, a Alibaba já havia incorporado as unidades Ele.me e Fliggy ao seu grupo de e-commerce.

Já a Meituan ampliou o alcance do Meituan Flash Purchase e do supermercado Xiaoxiang. A empresa já se consolidou no mercado de entrega de comidas, com 90 milhões de pedidos diários desde junho de 2025.

A gigante do e-commerce chinês JD.com, por sua vez, anunciou na metade do ano passado taxa zero de comissões para hotéis e serviços de viagem. A empresa tem apostado em ofertas combinadas de alimentação, hotéis e voos. O seu serviço de entrega de comida atingiu média de 25 milhões de pedidos diários em 90 dias.

As entregas rápidas são uma forma de captar e reter usuários, para assim vender serviços de maior valor mais tarde. O CEO do e-commerce do Alibaba, Jiang Fan, calcula que o varejo instantâneo tem potencial de atingir 1 bilhão de usuários. A expectativa é de que a penetração desse mercado atinja 10% da China até 2030 e movimente 2 trilhões de yuans.

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