Americanos estão mais pessimistas com economia e culpam Trump, diz pesquisa AtlasIntel
A inflação e a situação da economia são os principais problemas dos Estados Unidos hoje, e o presidente Donald Trump está piorando as coisas nessas áreas, avaliam eleitores americanos, de acordo com pesquisa da AtlasIntel.
O instituto perguntou a 2.069 americanos, entre os dias 4 e 7 de maio, quais são os maiores desafios que os EUA enfrentam, e as principais respostas vieram da área econômica: 48,6% responderam inflação e custo de vida, e 41,1% citaram a economia e o mercado de trabalho. Em terceiro lugar, veio a defesa da democracia, com 38,3%.
A preocupação com a inflação vem crescendo ao longo do ano. Em janeiro, ela era citada por 39% dos americanos. Hoje, são 49%.
No final da lista, vieram temas internacionais, como a Guerra da Ucrânia (1,5%), o conflito Israel-Hamas (5%) e a competição com a China (6,6%).
A maioria dos entrevistados, 62,8%, disse considerar que as políticas de Trump pioraram a situação econômica do país, e 30,6% disseram que ele a melhorou.
Perguntados sobre as expectativas para o futuro, 52% disseram esperar que a economia dos EUA piore nos próximos seis meses, e 36% responderam crer que a situação de sua própria família também vai piorar.
A questão é importante porque, em novembro, haverá eleições legislativas de meio de mandato nos EUA, as midterms. Na disputa, Trump poderá perder o controle da Câmara e do Senado, que possui hoje, por margens estreitas.
Se as eleições fossem hoje, 54,6% dos entrevistados votariam em um candidato democrata, e 40,1% em um republicano, de acordo com o estudo.
A aprovação de Trump está no segundo pior nível desde o começo do mandato. O presidente é aprovado por 39,5% dos entrevistados, e rejeitado por 59,8%, segundo a pesquisa.
Na divisão por temas, Trump é bem mais bem avaliado na gestão de imigração e defesa (41% consideram bom ou excelente), e pior avaliado na gestão da saúde (32% de bom ou excelente), na dívida pública (34%), na educação (34%) e na agricultura (35%).
Críticas sobre a guerra do Irã
A pesquisa também perguntou aos americanos sobre questões militares. Dentre os entrevistados, 59,2% disseram se opor aos ataques ao Irã e 38,9% os apoiam.
Além disso, 67,8% responderam considerar que os ataques ao país do Oriente Médio elevam o risco de ataques terroristas contra cidadãos dos EUA, e 58,5% afirmaram crer que as ações aumentam as motivações do Irã para ter armas nucleares.
Para 33,8% dos entrevistados, os ataques não afetaram a capacidade do Irã de obter armas nucleares, enquanto 27,6% afirmaram que eles comprometeram de forma significativa essa capacidade. Já 21,7% consideraram que os ataques reduziram em parte o programa nuclear iraniano, e apenas 8,6% avaliam que o projeto nuclear foi completamente eliminado.
Já nos ataques à Venezuela, 50% consideram que as ações dos EUA tiveram sucesso, e 40% que foram um insucesso.
Em janeiro, militares americanos prenderam o presidente Nicolás Maduro, pela acusação de envolvimento em tráfico de drogas, e o levaram para uma prisão em Nova York. Sua vice, Delcy Rodríguez, se tornou presidente e passou a cooperar com os EUA, inclusive abrindo a indústria de petróleo venezuelano aos americanos.
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