Amil lança plano Black e aposta no público premium para crescer 15%

Por Bianca Camatta 5 de Março de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
Amil lança plano Black e aposta no público premium para crescer 15%

A Amil acaba de anunciar uma linha de planos Black, voltada para o segmento de alto padrão. A novidade vem após a empresa registrar crescimento da carteira de clientes em 2025, depois de um período marcado por prejuízos.

“Entendemos que era um momento de trabalhar com o público de classe média alta para cima. Já trabalhávamos com um plano premium, mas agregamos novas referências e demandas para lançar o Amil Black”, diz Renato Manso, presidente da Amil.

O lançamento é a aposta de crescimento da empresa para 2026, que espera aumentar em 15% a receita em relação ao último ano.

Estruturação do plano Black

A estruturação do lançamento passou por uma pesquisa de mercado para entender o que o público desejava do segmento premium de planos de saúde. Um dos desejos identificados, por exemplo, era por planos com abrangência internacional.

A implementação também envolveu o relacionamento estratégico com players do mercado de saúde. “Muitos profissionais que antes não atendiam convênios passam a integrar o plano com uma proposta voltada a um público de maior valor, com agenda e remuneração diferenciadas”, afirma Renato Casarotti, vice-presidente de relações institucionais da Amil.

Entre os benefícios do plano Black estão: concierge exclusivo; inclusão de vacinas recomendadas pela Sociedade Brasileira de Imunizações; atendimento odontológico premium; e cobertura médica internacional de US$ 300 mil, além de remoção aérea de até US$ 150 mil.

O plano também permite atendimento em hospitais de alto padrão, como Albert Einstein e Sírio-Libanês, em São Paulo.

Clientes que moram no Brasil, mas não falam português, também poderão usufruir de atendimentos domiciliares bilíngues. “É uma medida pensada para o mercado corporativo, que em muitos casos tem funcionários estrangeiros trabalhando em uma sede brasileira”, diz Casarotti.

Os coletivos empresariais são o foco inicial do novo plano. “Queremos oferecer um plano de alto nível, com serviços diferenciados, que possa ser contratado por toda a companhia, sem perder a exclusividade esperada pelo público mais exigente”, afirma.

O valor médio dos planos, em São Paulo, varia de R$ 2,2 mil a R$ 3,6 mil, podendo ser maior ou menor conforme a idade do cliente e a região. Os executivos consideram o preço competitivo em relação a outros planos premium do mercado.

Expectativas com o lançamento

Hoje, a carteira de clientes premium da Amil soma 120 mil vidas. Com o plano Black, o objetivo é crescer em 50% o número de clientes desse segmento, chegando a 180 mil.

O lançamento deve impactar a receita total da empresa, ao elevar o tíquete médio. A meta é crescer 15% de 2025 para 2026.

A expectativa também é que o novo produto impulsione as vendas de outros planos da Amil. “É um produto voltado aos tomadores de decisão e executivos das empresas. Ao encantar esse público, aumentamos também as chances de impulsionar o crescimento das demais linhas do nosso portfólio”, afirma Casarotti.

Do prejuízo à expansão

A Amil entrou em um novo ciclo de crescimento após um 2024 marcado por perdas na base de clientes. Desde o início de 2025, a companhia reformulou sua estratégia comercial, ampliando e reorganizando o portfólio de produtos em uma grade que vai do bronze ao recém-lançado Black. As mudanças permitiram um crescimento de 17% no número de vidas atendidas em 2025.

A empresa investiu na expansão da capilaridade regional, com iniciativas como a abertura de novas maternidades em áreas com déficit de atendimento, além de parcerias com hospitais credenciados e estruturas compartilhadas. “Quanto mais abrangente for essa rede e melhor for o relacionamento com os prestadores, mais fácil é para o cliente optar pelo nosso plano. A lógica é crescer junto, e não de forma exclusivista”, diz Manso.

Apesar do avanço, os desafios permanecem. A empresa lida diariamente com a complexidade da operação em saúde, em que falhas pontuais podem impactar a experiência do beneficiário. Além das questões regulatórias, a prioridade é aprimorar a jornada do cliente, inclusive em situações como negativas de cobertura, com processos mais transparentes e foco na melhoria contínua do atendimento.

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