Ancelotti abre o jogo sobre Neymar na Copa: 'Ele está no caminho certo'

Por Yasmim Faria 11 de Abril de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
Ancelotti abre o jogo sobre Neymar na Copa: 'Ele está no caminho certo'

O Brasil já está em contagem regressiva para a Copa do Mundo, que acontecerá entre os dias 11 de junho e 19 de julho nos Estados Unidos, México e Canadá. A figura central na busca pelo hexa tem nome e sobrenome: Carlo Ancelotti.

Ao jornal francês L'Équipe, o treinador contou um pouco sobre a seleção brasileira, as expectativas para o Mundial, a vida no Rio de Janeiro e, claro, as chances de convocação de Neymar.

'Ele é capaz de voltar a estar 100%'

Após ficar fora da convocação para os amistosos contra França e Croácia, Neymar voltou ao centro das atenções e reacendeu a discussão: o craque deve ir à Copa do Mundo?

Segundo Ancelotti, isso só depende dele.

"Ele é capaz de voltar a estar 100%. Já disse isso várias vezes e é muito claro: vou convocar os jogadores que estiverem fisicamente prontos. Depois da lesão no joelho [em dezembro], Neymar teve uma boa recuperação; está marcando gols. Ele precisa continuar nessa direção e melhorar seu condicionamento físico. Ele está no caminho certo", disse.

Para o treinador, o atacante é "um grande talento", que está "sendo avaliado pela CBF, por mim, e ainda tem dois meses para mostrar que tem qualidade para jogar a próxima Copa do Mundo".

Thiago Silva na Copa do Mundo?

Na entrevista, Thiago Silva também voltou a ser citado. Ao ser questionado sobre a idade do zagueiro - que, aos 41 anos, ainda sonha em disputar a Copa - Ancelotti foi categórico: "eu nunca olho a data de nascimento no passaporte. Todos os jogadores brasileiros podem aspirar a estar na lista para a Copa do Mundo. Não importa se ele tem 41 anos. Se ele merecer estar lá, estará. A idade não é um problema".

O treinador também acredita que o zagueiro tem potencial para seguir carreira como técnico no futuro, destacando sua experiência, o fato de ter trabalhado com grandes treinadores ao longo da carreira e a dedicação ao trabalho.

Ancelotti ainda apontou Casemiro como outro bom nome para a função. Segundo ele, além da trajetória consolidada, o volante atua em uma posição que exige forte leitura estratégica e tem um ótimo entendimento tático.

Vai renovar até 2030?

Ao comentar uma possível renovação antecipada com a CBF, Ancelotti adotou um tom bem-humorado. Disse que pretende seguir no comando da seleção e brincou que renovar antes da Copa pode ser mais "vantajoso" para a Amarelinha.

"Acho que a CBF não terá problemas em renovar meu contrato, e eu também não. Quando um casal quer ficar junto, não há obstáculos. Mas, como já disse, será mais barato estender meu contrato antes da Copa do Mundo. Provavelmente será mais caro depois", provocou.

Vida no Brasil

Para o treinador, a decisão de assumir o comando da equipe foi mais emocional do que racional. "Talvez o coração tenha falado mais alto que a razão".

Mas, apesar de a mudança de país e de rotina não ter sido planejada, o italiano diz estar satisfeito com a vida no Brasil.

"Amo minha vida no Rio. Estou muito feliz com a minha escolha, feliz por descobrir uma nova cultura e aprender sobre a história deste país. Eu sabia muito sobre a história do futebol brasileiro, mas não tudo: as tradições, a cultura, o idioma e assim por diante. Também estou descobrindo os brasileiros, não apenas os jogadores de futebol", afirmou.

O técnico não esconde que uma das coisas que mais o impressionou foi o carnaval. Ancelotti explica que é uma celebração alegre, mas que também exige coragem, paciência, profissionalismo e dedicação.

"Eles fazem com o coração, e é exatamente isso que eu quero ver na Seleção. Alegria, entusiasmo, responsabilidade e também sacrifícios... Para se preparar para um evento como o carnaval, são necessárias horas e horas de trabalho! As escolas de samba trabalham o ano todo com poucos recursos. É algo que me toca profundamente e me inspira na Seleção", conta.

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Em linhas gerais, Ancelotti define os brasileiros como "pessoas simples, alegres e que sabem receber bem os estrangeiros". Estar no país, segundo ele, o deixa mais leve e até "rejuvenescido".

"O clima neste grupo é bem diferente do que eu vivia nos meus clubes. Aqui, todos falam a mesma língua, vêm da mesma cultura. São mais unidos, usam menos o celular e passam mais tempo conversando uns com os outros. É bem revigorante, um pouco como uma fonte da juventude", celebrou.

Um desafio à parte até a Copa

Rejuvenescido ou não, antes de partir para o desafio de ganhar o Mundial, encerrar o jejum de mais de 20 anos do Brasil e se tornar o maior treinador de todos os tempos, Ancelotti ainda tem uma promessa pendente: aprender o hino nacional brasileiro. E ele pretende cumprir.

"Não [estou pronto para cantar], ainda preciso praticar. Estou melhorando, mas a letra é difícil. Espero conseguir cantá-lo na Copa do Mundo", disse.

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