Antes de morrer, Oscar Schmidt agradeceu a esposa por 50 anos juntos
Antes de partir nesta sexta-feira, 17, Oscar Schmidt foi às lágrimas ao ver seu nome ser incluído no Hall da Fama do basquete. A homenagem à lenda brasileira ocorreu em Springfield, nos Estados Unidos, no dia 8 de setembro de 2013. Durante um discurso que durou mais de 15 minutos, o ex-jogador se emocionou profundamente ao mencionar a esposa, Maria Cristina Victorino Schmidt, com quem já estava casado havia 38 anos na época. “Você é minha melhor amiga, a pessoa mais incrível que eu já conheci. E se você não estivesse comigo, eu não estaria aqui. Tenho certeza disso”, disse ele, chorando.
No Instagram, ele também celebrou os 50 anos ao lado de Maria Cristina. “49 anos de uma parceira linda, 44 deles casados. Obrigado @14cristi14 por uma vida de alegrias!”, escreveu na ocasião.
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Morte confirmada
O universo do basquete foi abalado nesta sexta-feira (17) com a notícia da morte, aos 68 anos, do ex-jogador Oscar Schmidt, poucos minutos depois de ele ter sido atendido por conta de um mal-estar repentino. A informação foi confirmada pelo Lance!. O falecimento repercutiu amplamente entre torcedores, ex-atletas e instituições esportivas, dada a relevância histórica do ex-jogador para o basquete mundial.
De acordo com as informações divulgadas, após passar mal, Oscar foi levado ao Hospital Municipal Santa Ana (HMSA), em São Paulo, onde recebeu atendimento de emergência. A notícia causou grande comoção no meio esportivo, já que ele é amplamente reconhecido como um dos maiores nomes da história da modalidade.
Natural de Natal, o “Mão Santa” construiu uma trajetória marcada por números impressionantes ao longo de 25 temporadas como atleta profissional. Famoso pela precisão nos arremessos e pela frieza em momentos decisivos, tornou-se o maior pontuador da história do basquete, acumulando 49.703 pontos — uma marca considerada praticamente inalcançável.
Ele também detém o recorde de maior pontuador da história dos Jogos Olímpicos, com 1.093 pontos, reforçando sua condição de um dos jogadores mais produtivos já vistos no cenário internacional.
Ao longo de sua carreira olímpica, participou de cinco edições consecutivas dos Jogos Olímpicos, sempre como principal referência da seleção brasileira. Um de seus jogos mais lembrados aconteceu em Seul 1988, contra a Espanha, quando marcou 55 pontos em uma única partida — um dos desempenhos mais marcantes da história olímpica.
Com a Seleção Brasileira, Oscar viveu conquistas históricas que ajudaram a elevar o nível do basquete no país. O momento mais simbólico de sua trajetória internacional foi o ouro nos Jogos Pan-Americanos de 1987, em Indianápolis. Na final, liderou o Brasil na vitória por 120 a 115 sobre os Estados Unidos, em um resultado histórico por ter sido a primeira derrota dos norte-americanos em casa na competição.
Além disso, também conquistou a medalha de bronze no Mundial de 1978, nas Filipinas, reforçando sua importância ao longo de diferentes gerações da seleção.
Ao todo, com a camisa do Brasil, Oscar somou 7.693 pontos em 326 jogos oficiais entre 1977 e 1996, demonstrando enorme regularidade e longevidade em alto nível.
Com uma carreira repleta de recordes, protagonismo e consistência, Oscar Schmidt segue sendo uma das maiores referências do basquete mundial, tanto pelo que fez dentro de quadra quanto pelo impacto que deixou em gerações futuras de atletas.
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