Aos 26 anos, ela vai faturar R$ 3,5 milhões com um negócio que só tem funcionários Gen Z
A paulista Caroline Jurdi tinha 12 anos quando entendeu que o negócio dela seria empreender.
Enquanto muita gente usava as férias para descansar, ela acompanhava a mãe em missões empresariais fora do Brasil. Organizava material, fazia relatórios, montava apresentações.
“Desde que eu tenho 12 anos, todas as minhas férias foram para acompanhar nessas missões”, diz.
Filha de empreendedores, cresceu em meio a conversas sobre estratégia, varejo e expansão internacional. Mas isso não significou uma trajetória escolar impecável. Pelo contrário. “Eu era muito mal na escola, cheguei a repetir de ano. Eu não gostava”, afirma.
A virada começou quando escolheu um currículo técnico com aulas de marketing, direito e matemática financeira. Ali, encontrou um caminho mais prático. Depois vieram estágios na Alemanha — primeiro em uma multinacional de produtos de limpeza, depois em uma empresa familiar de cosméticos. “Eu tive a possibilidade de transitar em todas as áreas”, diz.
Voltou ao Brasil e ingressou na faculdade de marketing. Ainda estudante, começou a estagiar com marketing trabalhando para uma empresa de moda e vestuário profissional. Em seis meses, diz ter triplicado o faturamento da área que cuidava.
Mas havia um incômodo. “Eu odiava agência. Eu achava que era muito genérico”, diz.
No início de 2024, pediu desligamento. Investiu 1.000 reais na criação do logotipo e abriu a CJ Hub.
Um ano depois, a agência faturou 1,5 milhão de reais. Em 2026, a projeção é chegar a 3,5 milhões de reais.
E um detalhe interessante: hoje são 12 funcionários, todos da Geração Z, atendendo cerca de 25 clientes.
Qual é o modelo de negócio
A CJ Hub não funciona como uma agência tradicional que recebe briefing e entrega campanha.
A proposta é ser o time de marketing do cliente. Participar das decisões do dia a dia. Ir atrás de fornecedores. Organizar eventos. Ajustar estratégia com base em dados.
“A gente literalmente é a equipe inteira de marketing”, afirma.
Cada profissional atende de três a quatro clientes. Segundo Caroline, em agências tradicionais o número pode chegar a 12. A lógica é simples: menos contas por pessoa, mais profundidade.
A estrutura hoje é dividida em estratégia, atendimento, design e influenciadores. Tudo começa por dados. “Sem dado, marketing é uma mera alucinação”, diz.
O outro diferencial está no perfil da equipe. Todos são Gen Z. Para Caroline, não é coincidência. “Eu entendi que isso não é só meu, isso é da minha geração como um todo”, diz, ao falar sobre autonomia.
Na prática, isso significa metas claras e menos controle de horário. “É muito pautado em responsabilidade”, afirma.
Segundo ela, o modelo funciona porque a geração já nasceu conectada. “Você pega uma menina de 19, 20 anos. Elas vivem TikTok. Passam quatro horas por dia. Quando a gente fala de marketing, isso é essencial.”
Curiosamente, a agência tem atraído clientes mais maduros.
“Quanto mais eu bato na tecla da geração, mais clientes para públicos maduros vêm atrás de mim”, diz.
Quais são os desafios e o futuro
Para Caroline, o marketing está entrando em uma nova fase. E quem não for “AI-first”, inteligência artificial como prioridade, pode ficar para trás.
“Quando a gente fala de performance, se a pessoa não é AI-first, dificilmente ela vai sobreviver por muito tempo”, afirma.
Ela cita a mudança no protocolo do Google como exemplo. Segundo Caroline, a jornada de busca tende a ficar mais integrada, com sistemas que acompanham o consumidor desde a descoberta até a decisão de compra.
É nesse contexto que a CJ Hub prepara o lançamento de Agents as a Service, agentes de inteligência artificial como serviço, voltados para estruturar operações de marketing e varejo para pequenas e médias empresas.
Outro movimento previsto para 2026 é a expansão para Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. A estratégia mira empresas brasileiras que estão indo para a região e negócios locais que buscam construção de marca.
“Dubai tem uma curadoria do que é melhor do mundo”, diz.
A entrada no mercado internacional deve acontecer em parceria com a operação da mãe, que já leva empresas brasileiras para o país. A CJ Hub ficará responsável pela parte de branding, construção de marca e narrativa.
Aos 26 anos, Caroline ainda corre meia maratona duas vezes por ano e oferece personal trainer como benefício para a equipe. Mas o foco está em escalar a agência sem perder o modelo que a diferencia.
O desafio agora é provar que um time formado só por Gen Z pode competir — e crescer — em um mercado dominado por estruturas tradicionais.
1/10 (1º lugar: Nvidia (NVDC34))
2/10 (2º lugar: Tesla (TSLA34))
3/10 (3º lugar: Advanced Micro Devices (A1MD34))
4/10 (4º lugar: KLA (K1LA34))
5/10 (5º lugar: Tokyo Electron (TYO: 8035))
6/10 (6º lugar: Pinduoduo (Nasdaq: PDD))
7/10 (7º lugar: Cadence Design Systems (C1DN34))
8/10 (8º lugar: Lam Research (L1RC34))
9/10 (9º lugar: Synopsys (S1NP34))
10/10 (10º lugar: Shopify (S2HO34))
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