Após pior mês em seis anos, bolsas europeias fecham em forte alta

Por Caroline Oliveira 1 de Abril de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
Após pior mês em seis anos, bolsas europeias fecham em forte alta

As bolsas da Europa iniciaram abril em forte alta, recuperando parte das perdas após o pior mês desde 2022, impulsionadas pela melhora do humor global diante de sinais de um arrefecimento do conflito no Oriente Médio. O movimento ganhou força após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que as forças americanas devem deixar o Irã em “duas ou três semanas” e que o país pretende encerrar a guerra “com ou sem acordo”.

O índice Stoxx 600 avançou 2,5%, com alta generalizada entre os setores, à exceção de petróleo e gás. Em Londres, o FTSE 100 subiu 1,9%, enquanto o DAX, de Frankfurt, teve alta de 2,7%. Já o CAC 40, de Paris, ganhou 2,1%.

A sinalização de redução das tensões geopolíticas também pressionou os preços do petróleo. O Brent recuou cerca de 1,9%, sendo negociado próximo de US$ 101 por barril, enquanto o West Texas Intermediate (WTI) caiu 1,6%, chegando a ser negociado abaixo de US$ 100.

No noticiário corporativo, a fabricante dinamarquesa de turbinas Vestas anunciou encomendas de 135 megawatts nos EUA e de 90 megawatts no Reino Unido. Analistas do Citigroup reiteraram recomendação de compra para a companhia e destacaram que a carteira de pedidos no primeiro trimestre somou 4,2 gigawatts, com sinais de melhora da demanda na Alemanha e nos Estados Unidos.

Entre os destaques negativos, as ações do portal de anúncios imobiliários Rightmove caíram após a empresa enfrentar uma ação coletiva de 1,5 bilhão de libras movida por corretores imobiliários sob acusação de cobrança de “taxas insustentáveis”. A companhia afirmou considerar a alegação infundada e disse que pretende se defender.

Já os papéis da Nike listados em Frankfurt acompanharam a queda das ações nos EUA após a empresa alertar que as vendas devem recuar ao longo do restante do ano, com expectativa de retração de 20% na China, seu principal mercado, no trimestre atual.

*com agências internacionais

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