Arrecadação de fevereiro chega a R$ 222,1 bi, melhor resultado desde 2000
A arrecadação do governo federal registrou crescimento real (após descontada a inflação) de 5,68% em fevereiro na comparação com o mesmo mês de 2025, e chegou a R$ 222,2 bilhões, informou a Receita Federal nesta terça-feira, 24.
O resultado é o melhor desempenho arrecadatório para o mês da história.
Também é o melhor desempenho para o primeiro bimestre do ano. No acumulado de janeiro e fevereiro, a arrecadação somou R$ 547,9 bilhões, com alta real de 4,41%.
Em janeiro, o governo já havia registrado um recorde mensal, com arrecadação de R$ 325,7 bilhões, reforçando a sequência de resultados elevados no início de 2026.
O desempenho de fevereiro foi puxado principalmente pelo aumento da arrecadação da contribuição previdenciária e pelos resultados de tributos como PIS/Cofins, IRRF sobre capital e IOF.
As receitas administradas pela Receita Federal totalizaram R$ 215,2 bilhões em fevereiro, com crescimento real de 6,17%. No bimestre, esse grupo somou R$ 528,4 bilhões, com alta de 5,60%.
A arrecadação de PIS/Pasep e Cofins atingiu R$ 47,7 bilhões, com crescimento real de 8,45%, impulsionada pelo avanço nas vendas e no setor de serviços. Segundo dados do IBGE, o volume de vendas cresceu 1,14% e o de serviços, 3,34% na comparação anual.
A receita previdenciária somou R$ 60,5 bilhões em fevereiro, com alta real de 5,68%. O resultado reflete o aumento da massa salarial e a expansão da arrecadação do Simples Nacional, além de efeitos da reoneração gradual da folha de pagamentos, prevista na Lei nº 14.973/24.
IOF dispara e reforça resultado no mês
Outro destaque foi o desempenho do IOF, que arrecadou R$ 8,7 bilhões em fevereiro. O tributo teve crescimento real de 35,73%, impulsionado por operações de crédito e câmbio
O avanço também reflete mudanças legislativas implementadas em junho de 2025, que ampliaram a incidência do imposto sobre operações financeiras.
No geral, o resultado indica continuidade do bom desempenho da arrecadação federal, sustentado pela atividade econômica ainda resiliente e por medidas recentes de recomposição de receitas.
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