As dez maiores hidrelétricas do mundo — veja quantas são brasileiras
A energia hidrelétrica é hoje a principal fonte de eletricidade renovável do planeta e depende de grandes usinas capazes de gerar energia em escala massiva a partir da força dos rios.
Essas estruturas, além de abastecer milhões de pessoas, também desempenham funções estratégicas como controle de cheias, irrigação e desenvolvimento regional.
Entre os maiores complexos hidrelétricos do mundo estão projetos distribuídos por Ásia, Américas e Europa, que combinam alta capacidade de geração com impactos sociais e ambientais relevantes.
As cinco maiores hidrelétricas do mundo
Localizada no rio Yangtze, a usina entrou em operação completa em 2012 e é considerada uma das maiores obras de engenharia já realizadas, com papel também no controle de inundações.
Na sequência aparece Baihetan, também na China, com 16.000 MW.
Inaugurada em 2022, a usina se destaca pelo uso de turbinas de grande escala e pela contribuição para reduzir a dependência do carvão no país.
A terceira posição é ocupada por Itaipu, na fronteira entre Brasil e Paraguai, com 14.000 MW.
A usina é responsável por cerca de 15% da energia consumida no Brasil e aproximadamente 90% da demanda do Paraguai.
Em quarto lugar está Belo Monte, no Pará, com 11.233 MW, considerada a maior usina 100% brasileira.
O projeto atende parte relevante da demanda energética do país.
Fechando o grupo, a usina de Guri, na Venezuela, possui 10.235 MW e é responsável por cerca de 70% da geração elétrica do país.
Tucuruí e outras gigantes completam o ranking
Entre as maiores do mundo também está a usina de Tucuruí, no Pará, com 8.370 MW. Construída em duas fases entre 1980 e 2010, foi a primeira grande hidrelétrica da Amazônia brasileira.
O complexo gera cerca de 40 TWh por ano e representa entre 7% e 10% da capacidade do Sistema Interligado Nacional.
Seu reservatório ocupa cerca de 2.850 km², e a usina possui um dos maiores vertedouros do mundo, com capacidade de vazão de 110 mil m³ por segundo.
Nos Estados Unidos, a hidrelétrica de Grand Coulee, com 6.494 MW, é a maior do país. Construída entre 1933 e 1942 e ampliada em 1974, gera cerca de 21 TWh por ano e também abastece projetos de irrigação em larga escala.
Na Rússia, a usina de Sayano-Shushenskaya tem capacidade de 6.400 MW e desempenha papel central na estabilidade do sistema elétrico da Sibéria. O complexo ficou marcado por um acidente em 2009, que causou 75 mortes e interrompeu a operação por meses.
Também no país, a usina de Krasnoyarsk, com 6.000 MW, é uma das maiores da região, com reservatório de cerca de 2.000 km² e papel estratégico no abastecimento energético, embora tenha causado inundação de áreas agrícolas.
Fechando a lista das dez maiores está Churchill Falls, no Canadá, com 5.428 MW. A usina gera cerca de 34 TWh por ano, o equivalente a aproximadamente 1% da geração hidrelétrica mundial, e conta com um dos maiores reservatórios do planeta, com cerca de 6.500 km².
O próximo gigante já está em construção
A China já iniciou, em julho de 2025, a construção de um projeto que pode redefinir esse ranking. A nova hidrelétrica será instalada no rio Yarlung Zangbo, no leste do Planalto Tibetano, em um trecho com cerca de 50 km e uma queda de aproximadamente 2.000 metros.
O projeto prevê capacidade instalada de cerca de 60 GW — quase três vezes a usina de Três Gargantas — e geração anual estimada em 300 bilhões de kWh.
A estrutura deve ser composta por cinco usinas em cascata, com investimento estimado em US$ 170 bilhões e operação plena prevista para a década de 2030.
A escala do empreendimento se apoia na queda hidráulica extrema da região, o que pode torná-lo o maior projeto hidrelétrico do mundo.
Ao mesmo tempo, levanta preocupações ambientais e geopolíticas, especialmente em relação ao impacto no rio Brahmaputra — que segue para Índia e Bangladesh — além de desafios técnicos ligados à construção em área remota, montanhosa e com risco sísmico.
Energia renovável com desafios estruturais
Apesar de serem consideradas fontes de energia limpa, as grandes hidrelétricas enfrentam críticas recorrentes.
Entre os principais pontos estão o deslocamento de populações, impactos sobre ecossistemas e alterações no fluxo natural dos rios.
Ainda assim, continuam sendo fundamentais para a matriz energética global, especialmente em países com grande disponibilidade de recursos hídricos, garantindo geração estável e em larga escala.
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