As novas donas do ChatGPT? Amazon, Nvidia e SoftBank somam sozinhas US$ 110 bi investidos na OpenAI

Por André Lopes 1 de Abril de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
As novas donas do ChatGPT? Amazon, Nvidia e SoftBank somam sozinhas US$ 110 bi investidos na OpenAI

Amazon, Nvidia e SoftBank prometeram juntas US$ 110 bilhões na nova rodada da OpenAI, núcleo financeiro de uma captação de US$ 122 bilhões, e que se tornou a maior da história do Vale do Silício. O negócio avalia a empresa dona do ChatGPT em US$ 852 bilhões e reposiciona o grupo para o que é descrito como uma abertura de capital de grandes proporções esperada até o fim do ano.

Mais do que o volume recorde, a operação sugere uma mudança na composição do poder ao redor da companhia. Ao atrair gigantes como Amazon, Nvidia e SoftBank, a OpenAI reforça seu caixa, mas também passa a se cercar de sócios com peso industrial, financeiro e estratégico no avanço da inteligência artificial. O aporte bilionário dá à empresa fôlego para seguir gastando pesado com chips de IA, item central para pesquisa, treinamento de modelos e expansão de produtos.

A OpenAI tenta diversificar sua base acionária antes de chegar à bolsa. A empresa levantou mais de US$ 3 bilhões com investidores ricos via bancos e informou que passará a integrar fundos negociados em bolsa, os exchange-traded funds, ETFs, da gestora ARK Invest, comandada por Cathie Wood. Com isso, a companhia abre uma nova frente de acesso indireto para investidores de varejo interessados em participar da corrida da IA.

No caso da ARK, o principal ETF da casa, com US$ 6 bilhões, ficará com cerca de 3% de exposição à OpenAI. Trata-se da primeira empresa privada a entrar nesse fundo, movimento que ajuda a transformar a OpenAI em ativo de apelo popular mesmo antes do IPO. A empresa já aparecia de forma menor em fundos e ETFs administrados por T. Rowe Price e Fidelity.

Rodada recorde acompanha virada para software corporativo

A nova injeção de recursos ocorre no meio de uma mudança estratégica relevante. A OpenAI está concentrando recursos na construção de uma nova superapp, superaplicativo voltado a desenvolvedores e usuários corporativos.

Nesse processo, a companhia abandonou o aplicativo de vídeo Sora, antes tratado como uma das apostas mais ambiciosas da empresa, e passou a revisar outras frentes para priorizar ferramentas de produtividade, com destaque para assistentes de programação.

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