Ata do Copom, PMIs globais e empregos nos EUA: o que move os mercados

Por Clara Assunção 25 de Março de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
Ata do Copom, PMIs globais e empregos nos EUA: o que move os mercados

Os mercados vêm de uma segunda-feira de forte alta, com o Ibovespa registrando ganho de 3,24%, a maior valorização desde janeiro, impulsionado pelo recuo do petróleo e pela sinalização de adiamento de ataques do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, contra o Irã. O dólar, por sua vez, caiu 1,29%, cotado a R$ 5,24, refletindo o alívio no risco global.

Nesta terça, 24, a atenção dos investidores se volta para a agenda econômica e política do dia. No Brasil, o destaque é a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária do Banco Central, marcada para as 8h. O documento será minuciosamente analisado pelo mercado em busca de sinais sobre os próximos passos da autoridade monetária.

Na última quarta, 18, o Copom baixou a taxa Selic para 14,75% ao ano, uma queda de 0,25 ponto percentual. Foi a primeira redução da Selic desde maio de 2024. A taxa estava em 15% desde junho de 2025. De setembro de 2024 a junho de 2025, a taxa foi elevada sete vezes seguidas, mas não foi alterada nas quatro últimas reuniões.

O calendário internacional vem carregado de prévias de PMIs para março, com leituras preliminares na Europa e nos Estados Unidos. Na França, Alemanha, Reino Unido e a zona do euro divulgam dados industriais, de serviços e compostos entre 5h15 e 6h30, enquanto os Estados Unidos publicam seus PMIs às 10h45.

Nos EUA também saem números da ADP sobre criação de vagas no setor privado e dados finais de produtividade e custo unitário do trabalho referentes ao quarto trimestre.

O Tesouro Nacional realiza leilões de LFTs e NTN-B às 11h30, enquanto os Estados Unidos promovem um leilão de T-notes de 2 anos às 14h, mantendo os mercados de renda fixa atentos às taxas de juros e à liquidez global.

25º dia do conflito no Irã

No campo geopolítico, o conflito entre Irã, Estados Unidos e Israel continua no radar. O país persa afirma manter “controle total” sobre o Golfo Pérsico, o Estreito de Ormuz e águas próximas a Omã, e condiciona o fim do conflito à suspensão de sanções e ao pagamento integral de indenizações.

As tensões têm impacto direto no mercado de energia. Na segunda-feira, o barril de petróleo Brent recuou quase 11%, cotado a US$ 99,94, refletindo a sinalização de Trump sobre adiamento de ataques a instalações iranianas.

O presidente do EUA afirmou que teve "conversas muito boas e produtivas" com o Irã e anunciar o adiamento, por cinco dias, de eventuais ataques a instalações energéticas iranianas. O movimento reduziu preocupações imediatas com interrupções no fornecimento global, embora a situação permaneça volátil.

O alívio observado na segunda-feira mostrou como o mercado reage rapidamente a declarações políticas, mesmo diante da negativa de negociação por parte do Irã. Analistas apontam que a tendência, por ora, é de cautela, com atenção especial à evolução do conflito, aos indicadores globais de atividade e aos sinais do Banco Central brasileiro.

Comentários

Deixe seu comentário abaixo: